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FOBIA DE BARATAS


Será que medo de baratas é uma questão de sobrevivência? Para muitas pessoas parece ser! Um inseto resistente, horrendo, imundo e assaz, capaz de unir toda a classe feminina para exterminá-la. Assim, é como o sexo feminino vê esse inseto feio e insultante.

Conseguiu sobreviver as mais variadas formas atômicas, como armas, experiências e bombas e se encontra em grande quantidade na famosa selva amazônica. Adora lugares úmidos e quentes e de vez em quando, prega peças com tremendas revoadas pela casa inteira.

Existem muitos jargões e clichês populares sobre a barata, principalmente a de cor esbranquiçada. Afirma-se de quem as vê que é sinal de casamento. Será? O pânico que a marronzinha causa às mulheres e a determinados marmanjos não está escrito em nenhum gibi.

Certa vez, vimos em determinada matéria que se Hitler ou Stalin soubessem do pânico que as baratas causam ao sexo feminino, elas seriam escolhidas e acolhidas como o grande inimigo a combater.

“Assim, todas as mulheres desviariam suas atenções para a eliminação das baratas, e os poderosos ditadores poderiam continuar suas crueldades e guerras por poder, na maior tranqüilidade. Além do mais, as mulheres empregariam os homens como exterminadores de “inimigos”, já que as mesmas não teriam coragem de combatê-las em campo aberto”. Seria mesmo esta intenção de Hitler e Stalin? Não sabemos, mas poderíamos imaginar.

Aliás, aquela gosma que ela solta ao ser pisada é uma tremenda porcaria, um horror. O medo a este inseto e a outros pode ser a fobia específica, e é caracterizada como um medo persistente e acentuado, excessivo e irracional, de objetos ou situações claramente discerníveis e circunscritas. “A exposição ao estímulo fóbico, provoca uma resposta de intensa ansiedade e sofrimento, que pode chegar a um ataque de pânico”. A pessoa afetada reconhece que seu medo é irracional ou excessivo, porém, esta característica pode estar ausente em crianças e adolescentes.

A situação fóbica é evitada ou suportada com intenso sofrimento. A evitação, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação temida interfere significativamente nas rotinas normais da pessoa. São explicações dadas por especialistas em fobias e que aqui repassamos.

Segundo as afirmações de Geraldo J. Ballone - o distúrbio do medo patológico pode se apresentar como Fobia Específica, quando o pavor tem um objetivo certo, como, por exemplo, medo de animais, de escuridão, de água, altura, etc. Pode ainda se apresentar como Fobia Social, na qual o horror é de sentir-se objeto de observação e avaliação pelo outros como, por exemplo, falar em público, escrever diante da observação dos outros - comer em público.

Pode também surgir sob a forma de Ataques de Pânico, onde o paciente passa a ser acometido, de uma hora para outra, de sintomas físicos terríveis, sem que saiba identificar exatamente o que o ameaça. A barata pode provocar toda essa celeuma com certeza. Cientistas em estudo afirmam o poder de vida desse inseto e dizem mais, que a barata habita a Terra desde milênios antes do homem, e com certeza habitará por muito tempo após o fim de humanidade. Ela não sente dor! Isso é um absurdo!

Ela vive em esgotos, está exposta a bactérias, a todo tipo de doença fatal ao ser humano, mas não morre! Dizem que há cerca de 500 baratas para cada pessoa no planeta. Ela invade qualquer lugar, resiste a atentados terroristas, e não há bomba atômica ou mesmo o mais novo invento humano chamado LHC (Grande Colisor de Hádrons) que começou a funcionar esta semana na Suíça o maior acelerador de partículas já construído que acabe com elas.

Um dos objetivos desse aparelho é tentar simular, em menor escala, o que teria acontecido logo após o "big bang", a explosão que segundo certas teorias teriam dado origem ao universo. A palavra "partícula" tem sua origem do latim 'particula, ae' e designa uma minúscula parte de algo. No campo da física, "partícula" se refere à parte elementar de um sistema. É mole ou quer mais? Que bichinho sem vergonha essa tal barata! E a miudinha é um horror para as donas de casa.

Minha gente, fobia tem tratamento. A entomofobia é a fobia a insetos e quem tem medo de baratas pode ser considerado um entomofóbico. Já pensaram que nome auspicioso para um medroso(a). O tratamento mais eficaz segundo os médicos para as fobias seria a terapia cognitivo–comportamental, tendo este um alto índice de sucesso. Nesta forma de psicoterapia (tratamento psicológico), utilizam-se técnicas de exposição ao vivo e na imaginação, relaxamento muscular, reestruturação cognitiva, etc., que visam à modificação do comportamento e do pensamento disfuncional, aliviando desta forma, os pacientes de seus sintomas fóbicos.

Para o sucesso do tratamento, um diagnóstico preciso deve ser feito, e se houver além da fobia específica, outros transtornos associados, estes também devem ser tratados. Cognitivo é relativo à cognição que deriva do latim cognitione e está relacionado à aquisição de um conhecimento, percepção, fase processual de uma demanda, em que o juiz toma conhecimento do pedido, da defesa, das provas, e a decide em contraposição à fase executória e o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação, reconhecimento.

Alguns cálculos atuais mostram que em torno de 25% da população teve, tem ou terá, em algum momento da vida, um episódio de Fobia. No Brasil, como de praxe, não há números nacionais a respeito do assunto. Hoje em dia se aceita, com um pouco de incerteza, que esse distúrbio atinge duas vezes mais mulheres que homens. Como afeta nossas vidas o medo mórbido a qualquer coisa, e estamos sujeitos a ele sem distinção de classe, religião, e raça. Quer uma barata em sua casa? Não deseje isto a seu pior amigo. (Autor: Antônio Paiva Rodrigues)
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