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TRANSTORNO DA PERSONALIDADE EXPLOSIVA


Na CID-10 o Transtorno Explosivo da Personalidade aparece como Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável e no DSM.IV como Transtorno Explosivo Intermitente. Alguns autores preferem denominar esse tipo de personalidade como Síndrome de Descontrole Episódico. Aqui, a característica marcante é a tendência para agir impulsivamente e desprezando as eventuais consequências do ato impulsivo, junto com esse tipo de comportamento existe instabilidade afetiva. É um transtorno que se caracteriza por episódios de completo fracasso em resistir a impulsos agressivos, resultando em agressões ou destruição de propriedades.


Os frequentes acessos de raiva podem levar à violência ou a explosões comportamentais e tais crises podem ser agravadas quando essas atitudes impulsivas são criticadas ou impedidas pelos outros. A agressão neste transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, mas elas sempre fogem ao controle. Por outro lado tais pessoas não têm conduta antissocial e, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis e educadas. São constantes também o extremo sarcasmo, a ironia, explosões verbais e, algumas vezes, implicância e persistente amargura.

Alguns autores denominam esse tipo de transtorno da personalidade como passivo-agressiva, tendo em vista alguns traços encontradiços nas pessoas explosivas . Um desses traços é a tendência à procrastinação, isto é, ao adiamento da realização daquilo que precisa ser feito. Diante dessa característica os prazos costumam não ser cumpridos.

As pessoas com esse tipo de transtorno da personalidade reagem agressivamente diante das frustrações, as quais levam ao desencadeamento de um impulso cujo objetivo é o de ferir alguma pessoa ou algum objeto. Não é raro que descarreguem sua ira em aparelhos eletrônicos ou outros objetos inanimados tomando-os como se tivessem vida própria.

A extrema sensibilidade aos aborrecimentos causados pelos pequenos estímulos ambientais produz, nos explosivos, respostas de súbita violência e incontida agressividade. Normalmente chamamos estas pessoas de pavio-curto ou de cinco-minutos. Estes episódios de explosividade geralmente são seguidos de arrependimentos ou auto-reprovação, os quais são capazes de produzir variados graus de depressão, como uma espécie de ressaca moral pelos procedimentos cometidos.

Este tipo de transtorno de personalidade pode ser causa de homicídios não planejados, ataques sem sentido a pessoas estranhas, agressões físicas desproporcionais, direção criminosa de veículos, destruição brutal de propriedades e ataques selvagens a animais. Mesmo fora das crises de agressividade essas pessoas costumam ser ressentidas e muito críticas, tendendo mais para a querelância do que para a convivência harmônica. Um cuidado especial diante desse tipo de transtorno da personalidade é quanto ao uso de bebidas alcoólicas. Há aqui uma propensão ao desenvolvimento de “embriaguez patológica” mesmo após a ingestão de pequena quantidade de álcool.

Denomina-se embriaguez patológica um quadro onde ocorre súbita alteração da personalidade depois da ingestão de álcool, transformando totalmente a pessoa. Nestes episódios de embriaguez patológica a pessoa fica possuída por grande furor, agindo inconsequentemente e de forma muito agressiva, quer contra pessoas, quer contra objetos. Depois de passado o episódio é comum a pessoa não ter uma lembrança nítida do que aconteceu. Para essas pessoas as bebidas alcoólicas devem ser definitivamente abolidas, tendo em vista os graves riscos à própria pessoa e a terceiros.

Há hipóteses segundo as quais, todo ser humano tem algum potencial agressivo, entretanto, a maioria deles tem também, em contrapartida, um mecanismo inibitório dessa agressão. Assim, a pessoa com personalidade explosiva teria inibições muito baixas ou ineficientes para conter o potencial agressivo.

O grau de agressividade manifestada pelas pessoas com transtorno explosivo da personalidade durante os episódios agudos é amplamente desproporcional ao estímulo desencadeante. Tais crises normalmente acarretam atos violentos ou destruição de propriedades. A agressão neste tipo de transtorno de personalidade pode ser física ou verbal, porém, as explosões sempre fogem ao controle. Quando há envolvimento policial durante uma crise de agressividade na embriagues patológica, a pessoa agressiva corre sério risco de sofrer severas consequências por não conseguir controlar suas atitudes.

Apesar das crises de furor, as pessoas com transtorno explosivo da personalidade não têm conduta antissocial ou sociopática, pelo contrário, fora das crises são simpáticas, bem falantes, sociáveis, de boa índole e educadas. São constantes nelas também o extremo sarcasmo, ironia e críticas ácidas. De um modo geral, felizmente, a expressiva maioria das pessoas portadoras desse transtorno não chega a agressividade extrema, a ponto de provocar homicídios. Atualmente adota-se a classificação onde o transtorno explosivo da personalidade, chamado explosivo intermitente pelo DSM.IV, está incluído dentro dos transtornos do controle dos impulsos (http://www.psiqweb.med.br/).
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