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Dentes com mobilidade? Pode ser Periodontite!

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Conforme relata o Dr. Sérgio Lima, especialista em periodontia, a palavra periodontal deriva do Grego e significa "ao redor do dente".

De acordo com informações de especialistas, a doença periodontal acomete os tecidos em torno dos dentes (gengiva, osso e ligamentos de suporte dos dentes). Convém destacar que a manifestação é, muitas vezes, indolor.

A periodontite deverá ser tratada por um dentista ou um periodontista (um dentista especializado no tratamento das doenças gengivais).

Segundo informa a Dra. Rosileine Uliana Rodrigues, periodontista, as doenças periodontais mais comuns são a Gengivite e a Periodontite e caracterizam-se por processos inflamatórios nos tecidos moles que, no caso da Periodontite, leva à reabsorção do osso alveolar, podendo levar à perda do dente, enquanto que na Gengivite não há alteração óssea, pois a inflamação só atinge a gengiva.

Segundo o Dr. Eduardo Rubio, Professor assistente de Periodontia da Universidade Camilo Castelo Branco, o agente causador da doença é a placa bacteriana que se acumula sobre as superfícies do esmalte dentário e no sulco da gengiva. Com a evolução da inflamação gengival, as fibras e tecidos que suportam os dentes são comprometidos. Como decorrência, um ou mais dentes podem ficar abalados: é a conhecida reabsorção óssea. Segundo o Dr. Rubio, conforme o grau de destruição óssea, pode ocorrer a perda do dente sem nenhuma sintomatologia dolorosa.
Ainda, de acordo com a Dra Rosileine, o sangramento é o sinal mais característico da doença e deve ser investigado assim que for percebido pelo paciente.
O Dr. Sérgio esclarece que a placa bacteriana é como "uma massa grudenta de germes nocivos. Os cientistas descobriram que cerca de 6 dos 300 germes encontrados na boca podem causar doenças gengivais".

A gengivite, como o nome indica, é uma infecção da gengiva. Como decorrência, a gengiva se torna avermelhada, inflamada e pode sangrar durante a escovação. Trata-se de uma forma branda de doença que não inclui qualquer perda do osso e dos tecidos que seguram os dentes. A gengivite pode ser geralmente revertida com a escovação regular e o uso do fio dental. Entretanto, os periodontistas esclarecem que, se não for tratada, a gengivite pode progredir para uma periodontite.

A periodontite de progressão lenta tem como características: A inflamação gengival, formação de bolsa e perda óssea. Especialistas explicam que, em alguns casos, pode ocorrer mobilidade do dente e, até, em casos extremos, a migração. Regularmente, ela atinge a maioria dos dentes.
Outro tipo de manifestação é a periodontite de progressão rápida, que pode ocorrer em pacientes desde a puberdade, até a idade adulta. O Dr. Rubio explica que pode ocorrer a formação de bolsas muito profundas e perda óssea rápida.
Já a periodontite juvenil faz parte de um grupo de doenças periodontais severas que aparecem no início da puberdade e caracteriza-se pela destruição do periodonto de sustentação. Trata-se de uma doença crônica inflamatória, onde ocorre grande destruição óssea. Pode ser classificada de duas formas: localizada, afetando os primeiros molares e incisivos permanentes. Na manifestação generalizada, outros dentes são afetados, além dos molares e incisivos.
Novamente, segundo Dr. Rubio, a doença atinge crianças saudáveis na faixa etária entre 11 e 13 anos de idade, preferencialmente meninas. A gengiva pode apresentar textura e cor normais, e pequena quantidade de placa em comparação ao grau de destruição óssea presente.
Outra manifestação é a periodontite de rápida progressão no adulto, doença agressiva com elevado grau de destruição óssea, que se manifesta em adultos acima de 20 anos. O tecido apresenta-se inflamado, ulcerado e muito vermelho; com sangramento espontâneo, ou frente a um leve toque. Especialistas acrescentam que em algumas áreas, como nas de perdas ósseas, pode ocorrer supuração. Em outros casos, o tecido gengival pode aparentar normalidade, contudo com bolsas profundas. Convém destacar que algumas pessoas apresentam perda de peso, depressão e outras deficiências imunológicas.
A periodontite crônica do adulto, outra forma da doença, ligada à placa bacteriana e à higiene bucal, apresenta progressão lenta, com inflamação gengival, perda de inserção periodontal e osso alveolar e formação de bolsa. Além disso, pode ocorrer sangramento gengival espontâneo, perdas ósseas e mobilidade dental. Esta doença acomete ambos os sexos, após os 30 anos.

Novamente, segundo informações da Dra. Rosileine, uma das causas do mau hálito são as doenças periodontais, principalmente a Periodontite, pois quando há o comprometimento ósseo, formam-se as bolsas periodontais, com inflamação dos tecidos, onde se concentram e proliferam bactérias que se alimentam dentre outros substratos, de proteínas do sulco gengival, da saliva e de carbohidratos. Essas bactérias se decompõem ocasionando cheiros muito desagradáveis: é o mau hálito. A placa associada com lesões periodontais leva bactérias para outras regiões orais como o dorso da língua, onde se colonizam contribuindo para a instalação do mau odor oral, esclarece a especialista.

De acordo com os especialistas, as doenças periodontais são tratadas através do controle da infecção e da remoção da placa que contém os germes nocivos.
Para se remover a placa, pode-se fazer a raspagem, retirada da placa endurecida (tártaro), de tecidos de granulação e toxinas da gengiva. Já o alisamento da raiz do dente elimina pontos de acúmulo de germes, permitindo que a gengiva fique mais aderida ao dente.

Outra alternativa é o uso de um líquido para higiene bucal contendo uma clorhexidine. Os dentistas podem prescrever antibióticos que ajudam a eliminar os causadores da periodontite.
Os periodontistas apontam para a necessidade de revisão periódica, a cada quatro meses, para se controlar a formação de novas placas bacterianas.

Segundo informa a Dra. Rosileine, o principal objetivo do tratamento é estabilizar as perdas e assegurar que o trabalho conjunto do profissional e do paciente evite o retorno ou agravamento do quadro periodontal.

De acordo com o Dr. Rubio, o tratamento da periodontite juvenil está associado aos mesmos procedimentos acima descritos, e administração de antibióticos na fase de raspagem e cirurgia periodontal, onde os resultados alcançados são satisfatórios. Também a utilização de irrigação das bolsas periodontais com tetraciclina e clorhexidine colaboram de maneira a inibir a proliferação bacteriana.

A cirurgia pode ser necessária, caso a raspagem e o alisamento não controlarem a doença, ou se esta estiver muito avançada e incluir perda óssea ao redor dos dentes. Como esclarece o Dr. Lima, "um anestésico local é administrado fazendo com que o paciente não sinta qualquer dor ou desconforto. A cirurgia é realizada levantando-se a gengiva, removendo-se o tártaro e suturando-a de volta no lugar". (fonte: http://boasaude.uol.com.br)
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