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Sol faz bem à saúde física e mental

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Considerado como o vilão responsável por manchas, queimaduras e câncer de pele, o sol pode, na verdade, ser um grande aliado da saúde.

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Muita gente não sabe, mas a falta de exposição à luz solar é causa de deficiência de vitamina D que, quando na forma grave, causa doenças como o raquitismo e osteomalácia. Em casos menos graves, aumenta o risco de alguns cânceres, como o de cólon e de mama, doenças cardiovasculares, hipertensão e pré-eclâmpsia na gravidez.

Além disso, a deficiência de vitamina D aumenta o risco de doenças imunológicas (como esclerose múltipla, artrite reumatóide e lúpus), e, durante a gestação ou na infância, aumenta o risco de o indivíduo desenvolver diabetes tipo 1, no futuro.

Para prevenir todas essas complicações basta que braços e pernas sejam expostos ao sol, três vezes por semana, de quinze a trinta minutos, dependendo da cor da pele.

Essas e outras conclusões estão na dissertação de mestrado da médica endocrinologista Bárbara Campolina Carvalho Silva, que desenvolveu estudo sob orientação da professora Maria Marta Sarquis Soares, defendido no dia 31 de julho, junto ao Programa de Pós-graduação em Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG.

A pesquisa se baseou na avaliação de prontuários médicos de pacientes de uma clínica de endocrinologia de Belo Horizonte, analisando a dosagem de vitamina D que havia sido realizada nestes pacientes.

A alta deficiência deste componente entre as pessoas atendidas chamou a atenção da pesquisadora. Ela conta que outros estudos brasileiros conduzidos em Recife, Porto Alegre e São Paulo também indicam carência de vitamina D em grande parte das pessoas.

“A luz do sol é a principal ferramenta, e a mais barata, que os brasileiros podem contar para obter a vitamina D (ou colecalciferol), sintetizada pela pele ao receber os raios ultravioleta”, esclarece. Lugares onde há pouca incidência solar, como países do norte da Europa e dos Estados Unidos e Canadá, há políticas de fortificação de alimentos com vitamina D, fato que não ocorre no Brasil.

“Apesar de morarmos em um país ensolarado,  estamos perdendo o hábito de nos expormos ao sol. E os alimentos que contêm vitamina D naturalmente são poucos. Já os que contém adição desta vitamina o têm em quantidades muito baixas”, alerta Bárbara Campolina, reforçando que a forma mais fácil de adquirir a vitamina é através do sol, e não da alimentação.

Para a endocrinologista, os brasileiros não se expõem ao sol apenas pelo medo de câncer de pele. “A gente parou de caminhar ao sol para trabalhar. Agora, acordamos cedo, ficamos o dia inteiro confinados dentro de um ambiente fechado e só voltamos para casa à noite”, observa, como forma de alertar para os riscos dessa prática que coisifica as pessoas e desconsidera os limites biológicos.

Recomendações

A aparente controvérsia fica mais evidente com as duas recomendações adicionais. O ideal para que a exposição ao sol seja terapêutica é que ela ocorra, durante esses poucos minutos, sem que a pessoa use protetor solar nos membros, mas é permitido passar no rosto e no colo. Também é necessário que ela ocorra entre 10h e 15h, horário que os dermatologistas geralmente falam para evitar o sol.

“Como se trata de uma exposição crônica, toda semana e por um tempo muito curto, os dermatologistas concordam que não há risco à pele e faz bem”, explica, garantindo que isso não aumentaria a incidência de câncer de pele. “O que faz mal é nunca tomar sol e ir à praia uma vez ao ano e exagerar, fica vermelho, cheio de bolhas. Essa não é uma exposição saudável”, ensina.

Parâmetros equivocados

É muito importante que o médico, ao interpretar os exames, lembre-se que o nível ideal de vitamina D no sangue é de no mínimo 30 ng/ml (nanograma por mililitro). “Os laboratórios indicam que o mínimo é 14, mas esta é a referência laboratorial para casos graves de deficiência. Pesquisas  demonstram que para diminuir o risco de câncer, doenças imunológicas e cardiovasculares o nível de vitamina D deveria ser de, pelo menos, 30 ng/ml”, afirma.

Campolina lembra que a rede pública não cobre o exame, sendo necessário pagar por ele, quando indicado. Segundo ela, a alternativa usada por alguns médicos é pedir um exame hormonal (PTH), coberto pelo SUS, mas que não é sensível o suficiente para fazer o diagnóstico da deficiência de vitamina D, pois ele está alterado em apenas um terço dos pacientes. “É importante que esta prática seja revista e que se considere a cobertura do exame específico para essa deficiência.” (fonte: www.medicina.ufmg.br)
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