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Os misteriosos sarcófagos das múmias

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A palavra "múmia" vem do árabe "numija", que quer dizer "cadáver embalsamado".
Os antigos egípcios acreditavam em uma vida após a morte, na qual seria necessário possuir um corpo. Por isso desenvolveram técnicas para a preservação do cadáver. Apenas os mais ricos, como os faraós, grandes sacerdotes e nobres, tinham os corpos conservados.

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Todo o processo de mumificação levava até 70 dias. O primeiro passo era utilizar um arame retorcido para puxar o cérebro pelas narinas e jogá-lo fora, processo chamado de lobotomia. Depois, fazia-se um pequeno corte na lateral do corpo por onde saíam os demais órgãos (estômago, fígado, pulmões, intestino...), que eram guardados em quatro jarras. Antes de fechar o corte, eram colocadas diversas especiarias dentro do corpo, como mirra e canela, e ele era mergulhado em um tipo de sal chamado natrão. Os 40 dias que passava imerso em sal ajudavam na desidratação do que "sobrou". Para finalizar o processo, a quase-múmia era enfaixada com linho embebido em resina e coberta com mais sal e especiarias.

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O coração era um dos únicos órgãos não retirados do corpo. O motivo? Acreditava-se que Osíris, o deus da morte, pegava-o para saber qual seria o destino daquele corpo. Se o coração estivesse pesado por causa de atitudes ruins, a próxima vida de seu dono seria na escuridão; se estivesse leve, ele teria uma vida boa e próspera. Acreditava-se também que o deus deixava um amuleto de escaravelho no lugar do coração.

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O estudo científico das múmias começou com o inglês Augustus Granville, que, em 1825, fez a autópsia de uma múmia encontrada na cidade de Tebas, Egito, que datava do ano 600 a.C. Apelidada de Irtyersenu ("senhora da casa"), a múmia era de uma mulher de aproximadamente 50 anos, e, ao contrário da maioria das múmias, estava com diversos órgãos intactos.

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Durante a autópsia, o Granville determinou que a morte havia acontecido de câncer, por causa de um tumor no ovário. Porém, em 2009, pesquisadores do Museu Britânico descobriram que a causa da morte de Irtysenu foi a tuberculose, e não o câncer. De acordo com a pesquisa, o tumor no ovário da múmia era benigno e, portanto, não poderia ter sido o causador da morte. (fonte: http://guiadoscuriosos.com.br)
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