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Métodos de torturas que escandalizaram o mundo

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Linchado e enforcado no Texas (1907)

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Louis Higgins, era assim que se chamava este jovem, que foi enforcado nesta ponte do Estado norte-americano do Texas em 1907, por motivos desconhecidos…

Tortura na Prisão de Abu Ghraib (Iraque)

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A invasão do Iraque pelos Estados Unidos foi marcada no início de 2004 por notícias de torturas inflingidas aos prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib em Bagdade, por parte das tropas Norte-americanas. A opinião pública mundial ficou chocada quando foram divulgadas fotos de prisioneiros a serem humilhados e a sofrerem várias formas de tortura física e psicológica.
D03-14-06_abu-ghraib_01.jpgesde cães utilizados para aterrorizar os prisioneiros, mulheres obrigadas a despirem-se em frente aos guardas e grupos de presos obrigados a posar nus e a práticas sexuais em grupo.
Há documentos que registam: guardas a urinar nos presos, a saltar e a pontapear uma fratura exposta de um prisioneiro de modo a que esta não curou devidamente, guardas a sodomizar detidos com bastões e iraquianos amarrados com cordas a serem arrastados pelo chão.
abu_ghraib_53.jpgHashem Muhsen, um dos presos da pirâmide humana ao lado contou aos jornalistas como foi obrigado e despir-se e juntamente com outros prisioneiros a rastejar nu pelo chão para satisfação dos guardas americanos. Alguns dos iraquianos foram sujeitos a outra forma de tortura e humilhação, depois de despidos foram forçados a cobrir o corpo e a cara com fezes. Ao preso da primeira foto deste artigo, foi-lhe dito que apanharia uma enorme descarga eléctrica se ele se movesse de cima do caixote, tendo este estado naquela posição durante várias horas.
Os acontecimentos na prisão de Abu Ghraib foram um dos mais negros episódios da invasão norte-americana do Iraque, não existindo dados concretos sobre o número de vítimas.

Condenadas à Fogueira (Bessonov Nicolay) (1989-1990)

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Torturas inflingidas a cristãos no sul de França (1877)

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Homem na cadeira eléctrica, EUA (1908)

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Multidão preparando-se para apedrejar condenado

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Tenazes em Brasa (Bessonov Nicolay) (2001)

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Interrogatório de Marie Curlie (Bessonov Nicolay) (2001)

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Cozido até à Morte

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Esta horrível forma de execução era levada a cabo com a ajuda de um enorme caldeirão que poderia estar cheio de água, azeite ou mesmo sebo.
A vítima seria então introduzida no caldeirão que seria depois aquecido com a ajuda de uma enorme fogueira.
Um método alternativo seria a utilização de um recipiente mais raso e menos profundo que o caldeirão. Estando a vítima parcialmente imersa, esta seria literalmente frita em lume brando até à morte.

Comida Forçada

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Esta forma de tortura como o próprio nome indica consistia simplesmente em forçar alguém a comer contra a sua vontade.

Normalmente é aplicada em prisioneiros que se encontram em greve de fome, mas também há registos de ter sido usada como método de tortura principalmente em campos de trabalho forçado na China, na Ex-URSS e mais recentemente em Guantanamo e na prisão de Abu Ghraib no Iraque. As forças norte-americanas neste país são acusadas de forçar os prisioneiros islâmicos a comer carne de porco e beber vinho, o que vai contra a sua religião.
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Na tortura eram utilizados tubos (quase sempre não esterilizados) que eram forçados pela boca e nariz da vítima diretamente até ao estômago. Houve mesmo casos em que os tubos penetraram os pulmões, provocando graves lesões, o que demonstra o desconhecimento e brutalidade dos carrascos.
No verão de 2003 prisioneiros do campo de trabalhos forçados de Gaoyang, na China, pertencentes aos Falun Gong foram forçados a ingerir urina e excrementos humanos, naquilo que foi encarado pelas autoridades chinesas como uma inovadora forma de tortura, tendo sido enviados a esse campo pessoal de outros campos para “aprenderem” a técnica.
A ingestão forçada de alimentos ou de outras substâncias como água a ferver, detergente ou excrementos para além de causar vómitos, convulsões várias lesões internas, é uma forma de tortura usada atualmente e que culmina muitas vezes na morte da vítima.

Queimaduras

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Este tipo de tortura é muito utilizado um pouco por todo o mundo uma vez que os “instrumentos de tortura” são vulgares objetos do quotidiano. Ciagarros, isqueiros do automóvel, ferros de engomar podem-se transformar em poderosas formas de causar dor e forçar uma confissão.

Choques Eléctricos

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Os instrumentos mais utilizados para torturar prisioneiros com choques eléctricos são os bastões eléctricos. Estes podem libertar uma descarga eléctrica até 300000 volts, e são usados nas partes mais sensíveis do corpo: boca, planta dos pés, nos genitais, nos peitos e no pescoço.

Por vezes vários bastões são utilizados ao mesmo tempo para torturar um prisioneiro, podendo ainda este ser molhado com água para intensificar a dor.

A pele quando exposta a choques fortíssimos acaba por se quimar e rasgar e a vítima sangra abundantemente das feridas inflingidas pelos choques.

Morte na Fogueira

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A execução na fogueira tem uma longa história como forma de punir a traição ao rei, heresia e casos de bruxaria principalmente nos tempos da Inquisição. Na idade média era comum serem executados na fogueira vários condenados simultaneamente. Atualmente ainda se regista a prática deste método de execução em países como a Índia e o Quenia bem como no continente africano.

No caso de a fogueira ser suficientemente grande, a causa da morte ao contrário do que se possa pensar, não é o fogo, mas sim a inspiração do monóxido de carbono que é venenoso para o ser humano. Nesta situação a vítima já estaria inconsciente quando as chamas atingissem o corpo.

Porém no caso de ser uma fogueira pequena, a vítima manter-se-ia consciente e em grande agonia durante vários minutos enquanto era progressivamente queimada, até que por fim morreria devido à perda de sangue ou a ataque cardíaco.

Tipicamente a vítima era amarrada a um poste de madeira e à sua volta eram colocadas tábuas e troncos os quais serviam de combustível para a fogueira, por vezes e para tornar menos dolorosa a execução a vítima tinha em certas partes do corpo fachos de madeira de modo a “antecipar” a morte.

Nalgumas execuções nos países nórdicos as vítimas eram amarradas juntamente com pequenas porções de pólvora o que tornava a queimada uma autêntica sessão pirotécnica. A pólvora se estivesse localizada perto da cabeça serviria no entanto para “humanizar” a execução uma vez que a vítima morreria rapidamente devido à explosão quando o fogo a atingisse.

Interrogatório no “Strappado” (Bessonov Nicolay) (1992)

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Tortura pela Água, século XIX

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Esta gravura é uma variante da Limpeza da Alma.

Execução de um Herege, século XVII

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Enforcamento ( A Forca )

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O enforcamento pode ser encarado como uma forma de excução ou de suicídio. Desde o império Persa que ao longo da história vem sendo usado como forma de aplicar a pena capital.

Atualmente ainda é aplicado legalmente para cumprir as sentenças de pena de morte em países como a Índia, Malásia, Singapura e até nos Estados Unidos, para além dos países islâmicos como Irã, Arábia Saudita, Síria entre outros.

Como forma de suicídio o enforcamento é a segunda em países como o Canadá ou os Estados Unidos, apenas ultrapassado pelas armas de fogo.

A execução na forca tem de ser cuidadosamente preparada no que concerne ao tamanho da corda a utilizar e para garantir uma morte rápida. Se a corda for demasiado longa existe o risco de decapitação do condenado, se fôr demasiado curta o estrangulamento pode demorar até 45 minutos. O comprimento da corda está relacionado com o peso da vítima.

O peso da vítima ao cair deve ser suficiente para causar a morte, no entanto são raros os casos de morte instantânea.

Se o condenado tiver músculos do pescoço fortes, se fôr demasiado leve, se a queda fôr “curta”, ou o nó tiver sido mal posicionado a morte não ocorre pela quebra da coluna vertebral mas sim por lenta asfixia. Se isto ocorrer a cara engorda, a língua projeta-se para fora da boca, o corpo defeca e ocorrem movimentos bruscos em todos os membros.

Por vezes ocorre um estranho fenómeno chamado de ereção da morte, é uma ereção pós-morte que ocorre quando um indivíduo do sexo masculino morre verticalmente ou de face para baixo permanecendo o cadáver nesta posição.

Durante a vida, o bombear do sangue pelo coração assegura uma distribuição relativamente uniforme em todos os vasos sanguínios do corpo humano. Uma vez que este mecanismo terminou apenas a força da gravidade atua no movimento do sangue.

Se um indivíduo morrer verticalmente como no enforcamento, o sangue descerá pelas pernas até aos pés. O sangue remanescente no tronco move-se para uma posição inferior devido à força da gravidade, e enquanto o sangue na cintura (que não pode descer devido aos pés estarem “cheios”) faz com que o pênis se encha com o sangue e se expanda. Esta é chamada ereção da morte.

Imersão de pessoas em água gelada / Hipotermia

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As experiências de congelamento / hipotermia foram conduzidas nos campos de concentração pelo alto comando Nazista. As experiências foram conduzidas em homens de modo a simular as condições dos exércitos alemães na Frente Oriental. As forças germânicas estavam doentes e mal preparadas para o frio intenso do Inverno Russo. Milhares de soldados alemães morreram devido às baixas temperaturas ou ficaram enfraquecidos por feridas delas derivadas.

As experiências de congelamento foram divididas em duas partes. Primeiro: estabelecer quanto tempo demoraria a temperatura do corpo a baixar até se dar a morte, e segundo: descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa.

Os dois principais métodos usados para “congelar” a vítima eram colocar a pessoa num reservatório cheio de água gelada ou simplesmente deixar a vítima nua durante a noite no exterior com temperaturas abaixo de zero.

O primeiro método provou ser o mais eficaz. As vítimas eram geralmente jovens judeus, saudáveis e do sexo masculino. As vítimas eram despidas e uma sonda que era usada para medir a descida da temperatura do corpo seria inserida no seu ânus. A sonda era firmemente mantida no lugar através de um aro metálico que expandia uma vez dentro do reto.

Chegaram à conclusão que a maioria das vítimas perdia a consciência e morria uma vez que a temperatura do corpo atingisse os 25º.

O segundo meio de congelar uma vítima era amarrá-la a uma maca e colocá-la nua no exterior. Os invernos rigorosos de Auschwitz eram o sítio ideal para esta experiência. As vítimas gritavam de dor enquanto o seu corpo começava a congelar.

As experiências de ressuscitação ou aquecimento eram tão cruéis e dolorosas quanto as de congelamento:

i) A primeira consistia em colocar as vítimas debaixo de lâmpadas de aquecimento tão quentes que queimavam a pele. Uma jovem vítima foi repetidamente “arrefecida” em água gelada até ficar incosciente, e em seguida colocada debaixo da lâmpada o tempo suficiente para ficar banhada em suor. Morreu numa noite após várias sessões destas experiências.

ii) A segunda forma de aquecimento era a chamada irrigação interna, esta consistia em injetar a vítima congelada com água a ferver em certos órgãos como o estômago, a bexiga e até nos intestinos. Todas as vítimas sujeitas a esta “reanimação” acabaram por morrer.

iii) Um banho quente, provou ser o método mais eficaz, a pessoa era colocada numa banheira com água quente sendo esta a seguir aquecida ainda mais. Várias vítimas morreram devido ao choque, uma vez que a água era aquecida depressa demais.


iv) Heinrich Himmler sugeriu uma forma de “aquecimento” que consistia no calor corporal. Ele sugeriu que a vítima e uma mulher tivessem relações sexuais. Esta experiência perversa foi testada com algum sucesso, mas não tanto como o banho quente. (Fonte: http://tortura.wordpress.com)
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