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Surto psicótico provocado pelas drogas!

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Muitas pessoas nos perguntam se poderiam “surtar” ou “enlouquecer” pelo uso prolongado de maconha ou drogas mais fortes como LSD, cocaína ou crack. Hoje podemos responder com segurança que sim!



Atualmente, diversos estudos comprovam o que a prática clínica já apontava: o uso frequente ou mesmo esporádico de substâncias psicoativas aumenta exponencialmente as chances de desencadear um surto psicótico!

A prevalência de surtos decorrentes do uso de maconha ou álcool é menor, porém são coadjuvantes no processo e, se a pessoa tiver a predisposição genética, ou mesmo se tiver histórico de surto anterior, o risco de recaída é de praticamente 100%.

Mas o que caracteriza um surto psicótico? Os surtos são episódios de delírios e/ou alucinações, muitas vezes acompanhados por um discurso desorganizado e incompatível com a realidade. Estes sintomas podem variar de horas a semanas.

Ao contrário do que se pensa, as alucinações não são prazeirosas ou interessantes, como a sensação de embriaguez ou euforia. Nestes casos, tanto as alucinações como os delírios trazem sofrimento ao sujeito e a todos ao seu redor, pois produzem comportamentos inadequados e bizarros.



O surto psicótico pode ocorrer devido a muitos outros fatores: situações muito estressantes, incluindo o stress pós-traumático, transtornos psiquiátricos como bipolar ou a esquizofrenia, traumatismos ou tumores cerebrais, demências como Alzheimer, entre outros.

Após o primeiro surto, o risco de desenvolver um transtorno psiquiátrico grave decorrente do consumo de drogas é ainda maior, pois o cérebro já foi sensibilizado anteriormente.

Além disso, outros transtornos como um ataque de pânico ou a depressão também podem ser desencadeados pelo abuso de substâncias.



Quando o surto é provocado pelo uso de substâncias, o tratamento é realizado por um psiquiatra através de medicação e tem curta duração (cerca de 2 a 4 meses). Porém, é necessária uma avaliação mais profunda dos antecedentes familiares e das características genéticas do indivíduo, a fim de prevenir novos episódios.

Além disso, é aconselhável um acompanhamento profissional tanto no período de remissão dos sintomas como na fase seguinte, observando a reincidência do uso de drogas e todos os outros comportamentos relevantes que se sucedem.

O impacto que os sintomas do surto causam nas pessoas mais próximas também pode ser trabalhado pelo psicólogo, afinal é comum sentimentos de vergonha e estranhamento após a retomada do contato com a realidade.

Aliás, um dos primeiros passos para o tratamento é a constatação de que o surto foi causado pelo uso das drogas. Não é fácil para a pessoa admitir que ela foi responsável por causar tanto incômodo para ela mesma, que a droga faz mal e que, por isso, seu uso deve ser interrompido definitivamente. (Fonte: http://www.nucleopercepcao.com.br)
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