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O sexo virtual pode substituir o sexo natural?

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1. Sexo virtual será melhor que relações sexuais de verdade?

Com os recursos da realidade virtual somados à transmissão de aromas e à possibilidade de explorar sensações táteis, o sexo virtual se desenha de maneira ilimitada no futuro.

 Prevista para ser comercializada nos Estados Unidos e no Japão a partir de 2002, uma novidade é a cadeira em dois modelos, masculino e feminino, em que os usuários podem fazer sexo a distância. Funciona assim: ele se senta e conecta seu pênis a um aparato redondo em forma de concha. Ela introduz na vagina um dispositivo cilíndrico, acoplado à sua cadeira. Considere variações. Com cada um encaixado a sua maneira, a relação sexual online é, no fundo, no fundo, uma masturbação a dois feita com vibradores sofisticados. Outra traquitana para fazer sexo a distância já foi confeccionada pela Vivid, a maior empresa de entretenimento adulto do mundo. Trata-se de uma roupa de neoprene, como aquelas usadas por surfistas, com 32 eletrodos embutidos, posicionados sobre lugares sensíveis do corpo. Em tese, ela permitiria relações sexuais virtuais bastante realistas. A roupa tem dois problemas básicos: ainda não foi aprovada para a comercialização nos Estados Unidos e custa 200.000 dólares. Por esse preço, muita gente deve continuar preferindo métodos mais práticos para melhorar sua vida sexual – como comprar carrões importados, por exemplo. Dúvida levantada pelo pessoal da redação da Super: o que acontece em caso de curto-circuito?

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2. O sexo real vai acabar?

Por mais divertidos que possam ser os recursos de sexo virtual, dificilmente eles acabarão com aquela vontade louca de transar que fez nossa espécie chegar aonde chegou. Mas, para o psicanalista paulista Fabio Herrmann, o sexo virtual e individual se difundirá tanto que muitas pessoas podem acabar sentindo nojo das relações carnais. “As pessoas já estão substituindo o sexo tradicional pelo erotismo virtual, pelas relações individuais, pela masturbação”, afirma. E tem gente que acha as previsões de Nostradamus pessimistas...

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3. Então, para que vai servir o sexo?

Com as conquistas na área de reprodução assistida em laboratório aumentando rapidamente, sexo será cada vez mais sinônimo de recreação e menos de procriação. Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, a inglesa Louise Brown, em 1978, só nos Estados Unidos já nasceram cerca de 100.000 bebês por meio de técnicas artificiais. Para o antropólogo americano Matt Ridley, autor do livro The Red Queen: Sex and the Evolution of Human Nature, por volta de 2025 a clonagem de seres humanos será uma realidade. “A ligação entre reprodução e órgãos sexuais irá se quebrar. Será possível cortar um pedacinho qualquer do corpo de uma pessoa e desenvolver um ser com toda sua carga genética”, diz ele. “Como os embriões poderão ser melhorados em laboratório, não apenas as pessoas impossibilitadas de gerar filhos naturalmente irão procurar essa tecnologia.” Nessa perspectiva, dentro de algumas décadas o único motivo para dois seres humanos se relacionarem sexualmente será o prazer – o que parece ser um motivo bom o bastante.

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4. Sexo vai continuar a ser uma máquina de dar dinheiro?

Geoffrey Miller, estudioso da teoria da evolução da University College London, acredita que o sexo move tudo neste mundo, da poesia à indústria de automóveis. Isso parece ser particularmente verdade na rede. Estima-se que metade do número de sites na Internet tenha seu conteúdo ligado a sexo. Nos Estados Unidos, cerca de 1,2 milhão de pessoas admitem passar mais de 11 horas por semana em sites pornográficos ou salas de bate-papo erótico. Antes que os moralistas de plantão se insurjam contra o prazer virtual, é bom lembrar a importância dos sites eróticos para a difusão de tecnologia na Internet. Eles foram os primeiros a contar amplamente com técnicas modernas de videoconferência e comunicação em tempo real. Manipular as fantasias alheias via modem é e continuará sendo um grande negócio em todo o mundo. A previsão é que a segmentação e o cardápio oferecido sejam ilimitados. Efeitos visuais, sonoros, táteis e olfativos estarão ao alcance do usuário da Internet de 2025. Uma das novidades, segundo cientistas, será o nariz robótico, capaz de converter os odores relacionados à sexualidade em impulsos elétricos, que serão então codificados e depois reproduzidos pela rede para o outro usuário conectado. Os mecanismos eletrônicos também farão com que os equipamentos de masturbação a distância tenham uma temperatura parecida com a do corpo humano.

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5. Haverá limite para a pornografia na web?

Psicólogos, psicanalistas, sexólogos e sociólogos vêm estudando o que consideram exagero e vício de pessoas habituadas a usar a Internet como foco de prazer sexual. PIU (sigla em inglês para Uso Patológico da Internet) é o nome da doença classificada, pela Associação Americana de Psicologia, para pessoas que ficam mais de 38 horas por semana conectadas a sites de sexo – três horas a mais do que a jornada de trabalho francesa. O reconhecimento de distúrbios como esse poderá trazer regulamentações e novas propostas. Como ocorreu com a televisão, que já provocou discussões sobre a colocação de limites, a Internet pode passar por uma revisão.

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6. E a família, como fica?

Demógrafos acreditam que as famílias do futuro serão compostas de núcleos de pessoas que foram se juntando no decorrer do tempo, modelo diferente da família tradicional, com pai, mãe e respectivos filhos. Maria Coleta Oliveira, demógrafa da Unicamp, usa o termo “famílias recompostas” para definir a formação das próximas décadas. É o típico “os meus, os seus, os nossos”. São os casamentos sequenciais, em que se vai mudando de parceiro à medida que a relação cansa. Isso já acontece, mas muitos especialistas acreditam que esse comportamento vai virar regra. Esse casa-descasa-casa deve acentuar a tendência de que os homens disputem acirradamente a guarda dos filhos.

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7. O papel da dona-de-casa vai desaparecer?

As tarefas domésticas serão cada vez mais divididas com os homens. Sócrates Nolasco, psicanalista que coordena o Núcleo de Estudos sobre a Condição Masculina, no Rio de Janeiro, constatou, em pesquisas, que os homens anseiam vivenciar o universo doméstico. É difícil entender por que alguém deseja ter maior poder de decisão sobre qual marca de papel higiênico comprar ou querer ardentemente regular a temperatura do ferro para os diferentes tipos de tecido. Mas o fato é que já existem muitos que optam por um trabalho de meio período ou por atividades em casa justamente para poder vivenciar mais intensamente essa experiência familiar. Assuntos como culinária, antes vistos apenas como temas femininos, cada vez mais fazem parte dos interesses dos homens.

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8. Iremos sofrer mais com problemas sexuais?

A indústria farmacêutica, que já lançou o Viagra para restaurar a impotência, prepara-se para produzir novas bombas em favor da libido, como produtos para aumentar a excitação feminina e masculina e resolver o fantasma da ejaculação precoce. “Acredito que haverá uma vacina para a Aids nos próximos anos e isso deixará as pessoas mais liberadas para viver o sexo”, diz o sexólogo e psiquiatra paulista Moacir Costa. Para ele, as perspectivas são de uma vida sexual mais resolvida e saudável, sem tantos bloqueios e tabus.

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9. Quer dizer que ninguém mais vai sentir ciúme?

De acordo com a tese dos casamentos múltiplos, o que hoje é considerado um ato de traição no futuro poderá ser apenas uma leve pisada de bola, como aquela olhadinha para a loiraça ao lado. Especialistas em comportamento garantem, contudo, que o ciúme é inerente ao ser humano e continuará a existir. Portanto, talvez nunca chegue o dia em que todo o homerio de uma mulher cante “Parabéns a você”, numa linda confraternização na festa de aniversário dela.

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10. As mulheres ainda vão precisar dos homens?

Para falar a verdade, não – em se tratando de reprodução. Elas terão à sua disposição bancos de sêmen diversificadíssimos para ter filhos quando quiserem, com as características genéticas e intelectuais desejadas. Isso para não falar das possibilidades de clonagem. A produção independente, cada vez mais praticada, deve tornar-se corriqueira. Uma pesquisa recente da revista Time revelou que 61% das mulheres americanas estão dispostas a ter um bebê sem um companheiro. A maternidade continuará a ser adiada em benefício da carreira profissional, até o momento em que as mulheres sentirem o desejo de ter um filho. 

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Um cenário mais radical foi descrito pela feminista Charlotte Perkins Gilman, ainda no século XIX: as mulheres viveriam ótimas vidas assexuadas, reproduzindo-se por meio de óvulos não fertilizados. Não vai ser fácil se divertir num mundo desses. (Postado por O Controle da Mente – Fonte: Revista Superinteressante)
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