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Museu apresenta fóssil do maior réptil voador já encontrado

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentou nesta quarta-feira, o mais importante réptil voador pré-histórico já encontrado no Brasil. 

Trata-se do maior fóssil de pterossauro (Tropeognathus Mesembrinus) descoberto no hemisfério sul e o terceiro no mundo. Media em torno de 8,5 metros de uma ponta à outra da asa. Um modelo em tamanho natural do esqueleto e outro da cabeça em vida do gigante voador, construídos nos laboratórios do museu, poderão ser vistos pelo público a partir da próxima sexta-feira na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio.

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"Existe uma série de controvérsias sobre estes animais. Eles são diferentes de tudo aquilo que existe hoje em dia e os pesquisadores têm dificuldades de responder até questões mais básicas", afirma o professor Alexander Kellner, que chefiou a expedição de diversas instituições brasileiras à chamada Formação Romualdo. Eles fizeram uma escavação controlada na Chapada do Araripe, entre os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí.

O fóssil que o grupo de pesquisadores encontrou é o mais completo já encontrado, com boa parte do esqueleto preservado, incluindo o crânio. Segundo o estudo, a Bacia do Araripe reúne alguns dos mais importantes depósitos de fósseis do mundo. O trabalho inclui outros dois animais de grande porte encontrados no mesmo local.

Parte da asa do pterossauro Foto: Museu Nacional / Divulgação

"Quando a gente fala de pterossauros, é o Brasil que se destaca. Os exemplares que encontramos aqui estão muito melhor preservados que em outros lugares no mundo, como Inglaterra, Estados Unidos e China. São animais de ossos extremamente finos. E os animais mediam 8,5 metros. Isto dá uma noção da dificuldade de encontrar animais preservados", diz Kellner.

O estudo - que avaliou três fósseis de pterossauros, dois em condições piores do que o que foi apresentado - demonstrou que, há 110 milhões de anos, na região onde se encontra a Chapada do Araripe, os céus eram povoados por pterossauros de grande porte: um verdadeiro celeiro de répteis alados gigantes. Demonstrou, ainda, que o gigantismo nesses répteis voadores ocorreu bem antes do que se supunha anteriormente e não era limitado apenas a espécies encontradas no final do período Cretáceo, mais especificamente entre 72 e 65 milhões de anos. (Postado por O Controle da Mente – Fonte: noticias.terra.com.br)
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