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Dracunculose: A doença do verme maldito

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Você já ouviu falar no verme da Guiné ou em uma doença chamada de Dracunculose? Não, não se assuste, ela não tem nenhuma ligação com o conde Drácula e se você nunca ouviu falar dela é porque esta enfermidade não foi detectada aqui no Brasil.

Ela está presente no continente africano (pra variar). Esta doença é causada pelo nematódeo do gênero Dracunculus, que parasita um crustáceo do gênero Daphnia, mais conhecido como pulga d’água. Aqui no Brasil este pequeno crustáceo é largamente utilizado em bioensaios para detectar a qualidade da água captada pelas companhias de abastecimento. Eles são muito comuns nos corpos de água doce (rios, lagos, poças de água).

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Como em alguns lugares, as regiões africanas padecem em tempos de seca. A disponibilidade de água torna-se muito reduzida, aumentando o grau de poluição dos corpos de água. O verme da Guiné começa seu desenvolvimento na água, parasitando as daphnias que são ingeridas pelos seres humanos quando tomam a água para matarem a sede. No corpo, as larvas destes vermes são liberadas no intestino e então as formas adultas se desenvolvem.

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O verme adulto chega a medir um metro e vinte centímetros (1,20m). Ela se aloja abaixo da pele, causando abscessos. Por causar ardência, as pessoas procuram água para aliviarem suas dores. Nesta hora, colocam o pé em contato com a água e com isto milhares de embriões de verme da Guiné são liberados. Então o verme adulto fica exposto e sai. É neste momento que começa o trabalho de remoção do verme.E que trabalho.

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Por ser muito grande o nematódeo tem que ser puxado para fora aos poucos. Puxa-se um pouco, enrola num palito e espera o dia seguinte para reiniciar o processo. Isto pode levar até quatro semanas! Não existe remédio. O que pode ser feito é filtrar a água antes de beber. Nestes casos a malha da rede não pode permitir a passagem das Daphnias que portam embriões do verme da Guiné.O Dracunculus medinensis já assolou a África. Cerca de 3,5 milhões de pessoas já tiveram a companhia deste nematóide. Hoje, o número de pessoas com este verme é bem menor. Países como a Etiópia, Mali, Gana, Níger, Nigéria e Sudão estão a caminho para a erradicação da dracunculose.

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Estima-se que cerca de 25.000 ainda estão com a doença. Um número que para índices epidemiológicos reflete na extinção do verme da Guiné. (Postado por O Controle da Mente – Fonte: Cabuloso)

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