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Modelos magras mostram pelancas no Fashion Rio

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O Fashion Rio, que terminou na sexta-feira passada, foi alvo de polêmica na imprensa internacional pela excessiva magreza apresentada pelas modelos, que foram muito criticadas por conta das celulites e flacidez.

No site espanhol "El Mundo" e no inglês "Daily Mail", as modelos brasileiras foram criticadas por conta do excesso de flacidez, celulites e magreza exagerada. Em uma fotografia da Agência Efe, as nádegas da gaúcha Shirley Mallman causaram impacto e foram motivo de questionamento sobre a imposição de padrão, que ultrapassa o limite do aceitável para uma condição saudável.

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Em entrevista, a modelo mineira Bárbara Fialho, 25, explicou, "é praticamente impossível que um estilista em uma semana prepare 30 looks para um grupo de modelos com corpos diferentes. É preciso um padrão e, além disso, as roupas ficam mais bonitas e mais soltas em mulheres magras, assim como as fotos também".

Em relação aos exercícios, a mineira afirmou que quase todas as modelos praticam corridas e esportes como a ioga. Para ela, "tem que se levar em consideração que algumas modelos são muito novinhas, eu, por exemplo, quando tinha 16 anos pesava 54 quilos com esta mesma altura que tenho hoje, e não fazia regime, era magrinha mesmo", disse.

O jornal inglês "Daily Mail" destacou os hábitos alimentares das modelos em geral, repletos de dietas rígidas, falta de exercícios físicos, cigarros e cafeína. O fato é verdadeiro. No backstage do Fashion Rio, várias jovens fumavam seus cigarros, momentos antes do desfile. Segundo o veículo inglês, o problema da saúde das modelos ficou mais evidente quando elas vestiram os biquínis das grifes.

A estilista da marca Salinas, Jacqueline Di Biase, declarou que se pudesse escolher as modelos que iriam vestir suas criações, optaria por mulheres mais encorpadas. "Eu prefiro muito mais as meninas que têm um aspecto mais saudável, porém, existe um padrão, já que elas não desfilam só para a moda praia. São as agências que selecionam essas modelos e oferecem aos estilistas as opções, ou seja, não temos muita escolha com relação a isso", explica a estilista.

Em Israel, entrou em vigor uma lei que exige um índice de massa corporal mínima de 18/5. E para desfilar, as modelos devem apresentar um atestado médico que comprove que elas mantiveram esse índice por três meses.

No Brasil não existe ainda uma lei que regulamenta um padrão saudável para as modelos, o que torna o assunto preocupante, já que as tops brasileiras são figuras públicas e têm o poder de influenciar milhares de jovens. (Postado por O Controle da Mente – Fonte: suacidade.com)

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