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10 cidades-fantasma ao redor do mundo

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Nas últimas semanas, uma notícia pegou o mundo de surpresa: a cidade americana de Detroit, grande polo da indústria automobilística no século XX, pediu concordata por não conseguir pagar uma dívida fiscal de 18 bilhões de dólares. Tem mais: nos últimos 50 anos, a população da cidade caiu de 2 milhões para 700 mil habitantes. Há quem diga que, se continuar assim, Detroit irá se transformar numa “cidade-fantasma” no futuro.

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Confira abaixo alguns exemplos de cidades-fantasma que encontramos:

1. Gunkanshima (Japão)

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O nome, que em português significa “encouraçado”, não deixa dúvidas: a ilha japonesa onde se encontra a cidade realmente se parece com uma embarcação. Durante a Segunda Guerra Mundial, elafoi alvo de um bombardeio americano. Hoje as ruas e as construções estão completamente desertas. E assim tem sido desde 1974, quando a Mitsubishi, que em 1890 havia assumido a propriedade da ilha, decidiu acompanhar as tendências do setor energético e pôs fim às explorações das jazidas de carvão mineral no local. Com isso, os 2 mil habitantes que ocupavam o lugar resolveram abandoná-lo, dando origem à cidade-fantasma que o governo japonês ainda tenta transformar em atração turística.

2. Fordlândia (Brasil)

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Um pedacinho dos Estados Unidos às margens do Rio Tapajós, no Pará. A cidade de Fordlândia foi criada pelo empresário norte-americano Henry Ford para se tornar um grande polo da extração de látex. O território, uma concessão do Estado do Pará, possuía área de 1 milhão de hectares e possibilitaria à empresa automobilística explorar a borracha brasileira sem ter que pagar os impostos que a Malásia, colônia britânica na época, cobrava. O investimento, calculado em 30 milhões de dólares entre 1928 e 1945, fracassou por causa de uma praga que atingiu os seringais, a baixa qualidade de mão-de-obra e, principalmente, o surgimento da borracha sintética, de maior qualidade. Houve ainda a chamada “Revolta do Espinafre”, organizada pelos trabalhadores, insatisfeitos com a alimentação oferecida no local.

3. Kowloon (China)

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Poucas cidades têm uma história tão movimentada quanto a de Kowloon. Localizada em Hong Kong, ela foi utilizada inicialmente como fortaleza militar e passou a ser controlada pela Inglaterra depois da derrota chinesa na Guerra do Ópio, em 1898. Deixada de lado por algumas décadas, só voltou a chamar a atenção ao fim da Segunda Guerra, quando sofreu com a derrubada dos muros que protegiam sua entrada. Acabou invadida por ladrões, passando a sofrer com a ação das Tríades, grupos mafiosos da China. Essa agitação durou até 1993, ano em que o governo chinês decidiu demolir os prédios e retirar os 33 mil habitantes que ali moravam. No lugar das ruínas, foi construído o tranquilo parque de Kowloon.

4. Epecuén (Argentina)

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Epecuén ficava a 550 km de Buenos Aires, capital argentina. A cidade de 1 500 habitantes recebia 20 mil turistas a cada temporada e orgulhava-se de estar localizada à beira de um lago cuja salinidade era 10 vezes maior que a do mar. No entanto, uma sequência de tempestades, aliada a seguidos invernos rigorosos, fez com que o local fosse inundado em 1985. Os moradores fugiram dali. Atualmente, a água secou, mas o cenário, composto por ruínas e carros enferrujados, ainda é digno de filmes apocalípticos. Mesmo assim, o lugar continua sendo um ponto turístico.

5. Humberstone (Chile)

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Como muitas cidades desta lista, a fundação de Humberstone aconteceu por causa de razões econômicas. Em 1862, a cidade chilena tornou-se centro de mineração de nitrato de potássio, atraindo milhares de trabalhadores. A prosperidade durou até 1929, quando a queda do interesse pelo minério, juntamente com a depressão econômica, causou o esvaziamento do lugar. Atualmente, esta cidade-fantasma é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco e é considerada mal-assombrada pelos moradores das cidades vizinhas.

6. Tianducheng (China)

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Conta com réplicas da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo e de construções de arquitetura europeia. Tianducheng, uma cidade chinesa da província de Zhejiang, foi construída no ano de 2007 para ser uma cópia fiel de Paris. Projetada para receber 10 mil pessoas, sua população atual é de apenas 2 mil habitantes, o que lhe garante o pouco atraente título de “cidade-fantasma”.

7. Pryipat  (Ucrânia)

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Durante a Guerra Fria, a humanidade foi obrigada a conviver com o medo de uma tragédia nuclear. No caso dos habitantes de Pryipat, é possível dizer que, guardadas as devidas proporções, esse temor virou realidade. Em 1986, a cidade construída pelo governo soviético para abrigar os trabalhadores da Usina Nuclear de Chernobyl, localizada a apenas 18 quilômetros dali, contava com uma população de 50 mil habitantes. Naquele ano, um acidente na usina provocou um vazamento radioativo que até hoje é considerado o maior da História. Para evitar a contaminação por radioatividade, as autoridades soviéticas promoveram a migração dos habitantes da região para outros locais.

8. Kolmanskop (Namíbia)

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Naquele que é um dos desertos mais extensos do mundo, ficava a cidade de Kolmanskop, um importante centro minerador muito explorado pelos alemães na primeira metade do século XX. Fundada em 1908, tinha na extração de diamantes sua principal fonte de renda. Graças à riqueza gerada pela pedra preciosa, a cidade não demorou a contar com alguns itens que eram considerados grandes avanços para a época, como estrada de ferro, água encanada e rede telefônica. De quebra, os moradores ainda tinham como opção de lazer um cassino. Tamanha prosperidade durou apenas até a década de 40, quando se esgotaram as jazidas de diamante e os moradores resolveram abandonar o lugar. Atualmente, Kolmanskop é uma cidade coberta pela areia do deserto.

9. Centrália (EUA)

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Em 1962, um incêndio num aterro sanitário se alastrou até atingir uma mina de carvão, provocando a liberação de gases tóxicos por toda a cidade, o que obrigou os moradores a abandonarem suas casas. Dessa maneira, em 1992, o governador Bob Casey decidiu declarar condenadas todas as casas do lugar. Deserta, Centrália serviu de inspiração para a cidade mostrada no jogo virtual de terror “Silent Hill”.

10. Kayakoy (Turquia)

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Até 1922, gregos e turcos conviviam pacificamente nesta pequena cidade turca construída no século XIX. Neste mesmo ano, porém, Grécia e Turquia deram início a um conflito bastante violento, motivados pela partilha do Império Otomano, desfeito ao fim da Primeira Guerra Mundial. Apenas em 1923, já fragilizados financeiramente, os dois países decidiram assinar um acordo de paz. Do armistício, um curioso item tornou-se famoso, o da troca de população baseada em critérios religiosos. Dessa forma, ocorreu o “intercâmbio” entre os ortodoxos que viviam na Turquia e os muçulmanos que moravam na Grécia. E quem pagou a conta foi a cidade de Kayakoy, que desde então passou a sofrer com um processo de emigração cada vez maior, até se tornar uma cidade-fantasma, um museu a céu aberto da região de Anatólia. (Postado por O Controle da Mente – Fonte: Guia dos Curiosos)

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