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Conheça a curiosa síndrome de Riley-day

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Você certamente conhece alguém que está sempre reclamando que está sentindo dor em alguma parte do corpo, não é?  Se eles estão mentindo ou não, hoje você irá descobrir que eles deveriam estar felizes por seu corpo estar os mantendo vivos.

Por mais que seja ruim sentir dor, você pode ter certeza que ela já salvou sua vida várias vezes. Por que você tirou as mãos rapidamente do fogo quando estava se queimando? Por que seu corpo te avisou que estava sendo danificado e isso poderia te trazer problemas. Quando a pele dos seus dedos foi dilacerada pelo fogo, os nervos da sua mão enviaram uma mensagem para o seu cérebro, avisando que algo estava errado, seu cérebro tentando evitar complicações e infecções enviou outro sinal de volta, esse sinal é a dor.

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Depois de saber o que teoricamente seria a dor, imagine se você não pudesse senti-la, se sem perceber amputasse um dedo ao cortar o churrasco do fim de semana e percebesse somente depois de fazer uma pequena análise e perceber que a carne não está tão mal passada assim. Talvez não sejamos tão radicais, mais imagine se hoje você cai de sua moto e uma semana depois percebesse que sua perna esta quebrada porque não tem firmeza ao correr para jogar futebol.

Insensibilidade congênita a dor

Insensibilidade congênita a dor é uma doença extremamente rara que torna o portador totalmente imune a dores, sem exceção alguma, sentem o toque em sua pele, tem todos os outros sentidos de pessoas normais, porém se tiverem alguma parte do corpo cortada ou até mesmo algum osso quebrado só vão perceber ao de fato de estarem machucados vendo com seus próprios olhos.

Várias teorias já surgiram sobre a origem da doença, algumas diziam que ela ocorria somente em crianças, ou então somente no sexo masculino ou feminino, mas depois de alguns levantamentos de dados percebeu-se que o problema é uma anomalia genética, presente em ambos os sexos e perceptível desde o nascimento, passando pela vida adulta até a morte.

A incapacidade de sentir dor ainda é um mistério para medicina em certos aspectos, o que já se sabe é que ela afeta o sistema nervoso do paciente, que é o responsável por levar a informação de que o corpo está sendo machucado até o cérebro, dificultando ou bloqueando a comunicação dos nervos com a área do cérebro responsável pela dor, é exatamente por isso que o paciente continua tendo todos os outros sentidos, pois a comunicação dos nervos com a área responsável do cérebro funciona normalmente.

A Síndrome de Riley-Day

A Síndrome de Riley-Day ou ICDA é uma desordem do sistema nervoso autônomo que afeta o desenvolvimento e a sobrevivência dos neurônios sensoriais, simpáticos e parassimpáticos no sistema nervoso autônomo sensorial. É muito parecida com a Insensibilidade congênita a dor porque o portador também é incapaz de sentir dor, porém esta síndrome acaba sendo muito pior por ter outros efeitos, como a incapacidade de criar lágrimas, dificuldade no crescimento e desenvolvimento e pressão arterial instável.

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Médicos que estudam a doença estimam que portadores da Síndrome de Riley-Day tem 50% de chances de chegar aos 30 anos de idade, ou seja, as complicações só tendem a piorar com os ferimentos e com o tempo novas podem surgir, como apneia, vômitos, convulsões, hipotonia, escoliose severa, diminuição do sentido do paladar.

Aqui no Brasil alguns casos de pessoas que não sentem dor já foram registrados, no vídeo abaixo você vê uma entrevista entre dois irmãos que sofrem da doença e levam suas cicatrizes e ferimentos pra vida inteira.

via: tecnocurioso

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