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Homem sai andando e falando após grave acidente de moto


“Eu pensei que iria perdê-lo ou que ele fosse vegetar para o resto da vida”. Tomada pela emoção, a dona de casa Madalena Prestello de Vasconcelos (foto) confidencia à equipe de reportagem o que esperava para o seu filho. Wesley Vasconcellos, de 33 anos, se acidentou gravemente no último dia 19 de julho. A moto pilotada por ele se chocou contra outra num cruzamento no Jardim Guanabara 3, Região Norte de Goiânia. Por 31 dias que pareciam intermináveis para ela, Wesley ficou internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia.






Durante todo esse tempo, a moradora de Uberlândia (MG) acompanhou o filho. Quando se envolveu no acidente, Wesley estava no intervalo do almoço. O gesseiro era novo em Goiânia. Tinha morado por sete anos na Bélgica, onde possuía um carro. Ao que tudo indica, o acidente ocorreu porque ele não conhecia as vias de trânsito da capital e foi  parar na contramão. O outro motociclista teve fratura no pé. Resultado: mais de dois meses internado no Hugo. Fraturas múltiplas, afundamento de crânio, e uma sequela neurológica.

Daqui a quatro meses Wesley (foto) vai se submeter a uma cirurgia de reparação, com fins estéticos. Será um longo período de recuperação. Madalena lembra que o filho tocava saxofone, o que a enchia de orgulho. Depois de todo sofrimento, ela se apega à esperança de ver o filho voltar a ter uma vida normal, como antes. “Daqui um tempo, o meu filho estará trabalhando e tocando normalmente, se Deus quiser. Não vai ser hoje nem amanhã, nem depois. Vai ser um ano de luta, mas vai voltar sim”, crê.

Wesley divide o quarto 412 da enfermaria do Hugo com o pedreiro Kelenil Luiz Dutra de Miranda, de 39 anos. Sobre a motocicleta, ele foi colhido por um carro em alta velocidade, quando chegava à casa onde mora, em Catalão. O motorista fugiu sem prestar socorro. “Devia estar bêbado ou drogado”, supõe.

Kelenil (foto) quebrou a tíbia em três partes e teve fraturas no joelho, quadril e na coluna. O acidente foi no dia 26 de junho. De lá pra cá, ele foi à sala de cirurgia três vezes e aguarda mais duas operações. Kelenil trocara o carro pela moto há um ano e descobriu, da forma mais violenta, a vulnerabilidade do veículo em relação ao automóvel.

“Eu sou tranquilo no trânsito. Optei pela moto por uma questão de preço e praticidade. Com ela você chega mais rápido em qualquer lugar. O pessoal fala muito dos motoqueiros, mas quem anda de carro também é errado. Infelizmente, a moto não tem lataria. Bateu, é a gente mesmo que se lasca”, compara.
Via: Detran/GO
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