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Corpo de predador misterioso é encontrado e gera polêmica

Com presas afiadas, pele flácida e cauda parecida com um chicote, o corpo deste misterioso animal mumificado foi descoberto na Turquia, deixando os especialistas perplexos.

O predador bizarro foi descoberto em uma antiga adega e os especialistas em história natural do país continuam tentando identificá-lo. Alguns arqueólogos teorizaram que o animal possa ser pré-histórico, enquanto outros acreditam que ele poderia ser algum tipo de gato, por conta de seus poderosos dentes incisivos e do histórico de mumificação do local.

Segundo o Dr.ª Lidija McKnight, um egiptólogo especialista em múmias de animais da Universidade de Manchester, na Inglaterra, o animal pode ser um dos gatos naturalmente mumificados encontrados na Grã-Bretanha. “Os ossos do carpo e metacarpo parecem longos, o que são características de felinos”, relatou ele.


A múmia mede cerca de um metro de comprimento de seu nariz até a ponta da cauda. “Um metro é bastante longo, mas se é uma espécie de gato selvagem por exemplo, eles podem ser muito maiores do que os domesticados. Os dentes são um pouco estranhos, mas se os tecidos moles apresentarem registro através do processo de dessecação, poderemos ter uma visão mais específica”, relatou Dr.ª McKnight.

A criatura foi recuperada de um porão de rocha sólida localizado sob a casa do serralheiro Abudllah Ozturk, de Niğde, na região central de Anatólia. Desde então, ele colocou os restos em exposição na vitrine de sua loja, pois os especialistas não conseguiram identificar o animal.


Em entrevista à imprensa local, ele disse: “Eu chamei dois amigos arqueólogos que vieram e examinaram o esqueleto. Disseram-me que ele pertence a uma antiga espécie, provavelmente extinta, mas não puderam identificá-lo. Eles também não sabiam a qual espécie ele pertence”.

“Estamos examinando imagens do esqueleto e parece ser de um carnívoro. Mas precisamos de mais testes para precisar o tempo. Apenas depois deles seremos capazes de dizer a qual espécie ele pertence e de qual período ele é”, explicou o Dr. Aydin Topcu, professor de História Natural da Universidade de Niğde.


Porém, o crânio da criatura e a história da região sugerem que ela, provavelmente, seja um gato. Há um histórico de gatos mumificados – bem como crianças – na Anatólia, entre os séculos 10 e 13. Pensa-se que a tradição incomum seja muito antiga, inspirada por práticas do Antigo Egito, onde os gatos também eram mumificados como a deusa com cabeça de gato, Bastet. Ela era a deusa da guerra e foi descrita como metade leoa e metade gata.

O gato era reverenciado no Antigo Egito, também devido a sua capacidade de combater ratos, ratazanas e cobras, que ameaçavam o abastecimento de alimentos. Gatos da realeza eram, em alguns casos, vestidos com joias de ouro. A tradição pode ter chegado em Anatólia, segundo relatos do Hurriyet Daily News.

Os ossos de gatos seriam usados para enviar uma mensagem aos deuses. No entanto, não está claro se o animal mumificado de Niğde estava envolto em ataduras, como era habitual entre as múmias egípcias.
Via: Jornal Ciência

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