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Síndrome misteriosa que provoca obesidade se alastra no mundo


Uma síndrome congênita recém-encontrada poderia explicar o motivo de algumas pessoas se tornarem obesas mórbidas e terem mudanças de humor, juntamente com problemas mentais e comportamentais.

Cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, descobriram a síndrome depois de estudarem seis famílias com os problemas. Com apenas um pequeno número de doentes identificados, os pesquisadores disseram que ainda não é possível estimar o quão comum a nova síndrome pode ser, e ainda não a nomearam.

A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores internacionais, incluindo o Dr. Siddharth Banka, da Universidade de Manchester. Junto com o colega, Dr. Eric Glasgow, da Georgetown University Medical Center, em Washington, Dr. Banka descobriu que a eliminação do cromossomo 6 afeta as células do hipotálamo, que produzem um hormônio chamado oxitocina. Os humanos normalmente têm 46 cromossomos em cada célula, divididos em 23 pares, incluindo duas cópias do cromossomo 6. Uma cópia herdada de cada progenitor forma um dos pares.

Os cromossomos 6 formam cerca de 171 milhões de blocos de construção de DNA, ou pares de bases, representando cerca de 6% do total de DNA nas células. Ele provavelmente contém 1.000 a 1.100 genes que fornecem instruções para a fabricação de proteínas que executam uma variedade de funções no corpo. Já existe uma série de condições genéticas relacionadas a alterações em genes particulares no cromossomo 6, mas Dr. Banka acredita que este caso seja novo.

Com as células no hipotálamo afetadas, efeitos sobre o comportamento são causados, incluindo o controle de fome e sede, capacidade de aprendizagem e de relacionamento social. Em entrevista ao Daily Mail, Dr. Banka disse que a primeira família identificada com a síndrome era de Manchester e que as outras foram identificadas em Londres (também na Inglaterra), Espanha, Suécia, Itália e França. Os detalhes sobre a identidade dessas famílias não foram divulgados. No entanto, o estudo mostra que, da amostragem, 10 pessoas seriam afetadas. Um total de quatro tinha dificuldades leves de aprendizagem, cinco tiveram um nível moderado e um tinha uma deficiência grave. Todos, exceto um, tinham peso elevado ao nascer.



Como parte do estudo, os ensaios foram realizados no peixe-zebra (foto) para confirmar o efeito de eliminação do cromossomo 6, que gera o aumento de peso e problemas mentais. A síndrome é tão recente que não existem dados sobre os sintomas ou possíveis tratamentos.
Como parte do estudo, os ensaios foram realizados no peixe-zebra (foto) para confirmar o efeito de eliminação do cromossomo 6, que gera o aumento de peso e problemas mentais. A síndrome é tão recente que não existem dados sobre os sintomas ou possíveis tratamentos.

Dr. Banka acrescentou que ele já localizou mais alguns pacientes, e espera que outros sejam identificados pelos médicos em todo o mundo, agora que a pesquisa tornou-se pública. A condição pode afetar homens e mulheres. Além disso, filhos de pais sem o cromossomo 6 têm 50% de chance de herdar a condição. “Quaisquer raças ou origens devem ser igualmente suscetíveis a ela”, acrescentou o Dr. Banka.

Esta nova condição ainda não tem um nome, e caso siga a tendência de outras, será nomeada com base em sua sequência genética ou segundo o cientista que a descobriu. Então, poderá ser conhecida como Síndrome da ausência de 6q16.1 ou Síndrome de Banka.

Como ela é nova, em termos de conhecimento e pesquisa, não existem tratamentos ou informações de sintomas disponíveis. Como parte do estudo, testes no cromossomo foram realizados em peixes-zebra para confirmar se o efeito de sua eliminação conduz a aumento de peso e problemas mentais. A pesquisa foi publicada na última edição do American Journal of Human Genetics.
Via: Jornal Ciência
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