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Cientista leva mais de mil picadas de insetos como teste para a ciência

Picadas de insetos não são nada agradáveis: coçam, incomodam e algumas pessoas são até mesmo alérgicas. Mas o entomologista (pessoa que estuda os insetos) Justin Schmidt chegou a levar mais de mil picadas de diferentes insetos de propósito para um estudo. E você vai entender o porquê.

O objetivo de Schmidt era criar uma escala de dor das picadas de insetos, que foi batizada de escala Schmidt em sua homenagem. O entomologista, que foi fascinado por insetos desde criança, decidiu criá-la após ele e sua mulher levarem uma picada da formiga de fogo, que é bastante dolorida.

Neste momento, Schmidt lembrou que existiam diversas escalas de toxicidade de veneno de insetos, mas nada semelhante com a relação a dor. Então, decidiu levar diversas picadas de vários insetos e registrá-las em um diário. E após pegar informações com outros entomologistas, conseguiu dados suficientes para criar a escala.

Ela funciona da seguinte maneira: a escala varia de um número entre 0 e 4. Picadas classificadas com o número 0 são inofensivas, pois sequer chegam a perfurar nossa pele. Já a 2 são picadas comuns, como as das abelhas. E as que ficam entre 3 e 4 são bastante dolorosas, e em alguns casos insuportáveis, como as das vespas.

E que inseto tem a picada mais dolorosa?

Segundo Schmidt, a picada mais dolorosa que recebeu foi a da Vespa Caçadora, que no Brasil é conhecida por nomes nada convidativos como Vespa de Cobra, Come-cobra e Cavalo do Cão.

A dor dura apenas 3 minutos, mas é tão intensa deixa nós, seres humanos, encolhidos e sem reação. Schmidt afirma que a dor é semelhante a levar um choque elétrico localizado. Muitos entomologistas inclusive recomendam que quem for picado deite e grite por ajuda, por ser difícil manter a coordenação física após levar uma picada deste tipo.

Antes que você se assuste mais, fique tranquilo: a vespa caçadora vive apenas em florestas e só ataca seres humanos caso seja provocada, como se for apertada ou você colocar a mão dentro de seu ninho.

“Ignóbil”

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O estudo de Justin Schmidt foi publicado em um artigo científico escrito por ele próprio. O trabalho lhe rendeu um prêmio Ig Nobel, uma espécie de paródia do Nobel, que premia estudos considerados absurdos e surreais, mas que ainda assim possuem alguma importância científica.

A escala Schmidt foi inclusive citada no filme Homem Formiga, lançado ano passado. O entomologista também lançará um livro para contar sua experiência.
Fonte: Acredite ou Não
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