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Transtorno do Comer Compulsivo, Sobrepeso e Obesidade

É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois se caracteriza por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos – tomar laxantes e/ou provocar vômitos.

Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem “empanturradas”.

Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes. É um transtorno mais frequente em mulheres. 

A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da Bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating – orgia alimentar. Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.

Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, por chocolates ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.

Obesidade:

Nas últimas décadas, tem-se dado grande ênfase ao estudo da gordura corporal e aos índices de adiposidade em crianças, adolescentes, adultos, devido a sua associação com o desenvolvimento de inúmeras doenças, representando um fator de risco para a saúde, quando em excesso. A prevalência de sobrepeso e obesidade na população pode tornar-se importante indicador de saúde presente e futura (GUEDES e GUEDES, 1998). 

Durante muito tempo na história da humanidade, o ganho de peso, bem como o acúmulo de gordura, eram vistos como sinais de saúde e prosperidade. Hoje, contudo, a obesidade é considerada uma doença crônica que afeta crianças, adolescentes e adultos (OMS, 1997).

Estudos procuram abranger levantamentos, na tentativa de fornecer subsídios na análise da prevalência do sobrepeso e da obesidade em todas as idades e classes sociais. Esses estudos podem contribuir para a monitoração do nível de saúde e qualidade de vida da população (GUEDES e GUEDES, 1998). Assim estudos populacionais definem obesidade como um IMC (Índice de Massa Corporal) igual ou superior a 30. Segundo The U.S Census Bureau’s - Weight–Control Information Network (2000), o número de americanos adultos com 20 anos ou mais que se encontram acima do peso é de 133,2 milhões de pessoas, desses 64,7 milhões estão com IMC igual ou superior a 30, classificados como obesos.

Porém a obesidade não é exclusivamente dos países desenvolvidos, ou do mundo ocidental, aparece também na América Latina em países como México, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia e Brasil. De acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2009), num universo de 95,5 milhões de brasileiros de 20 anos ou mais existem 38,8 milhões com excesso de peso, das quais 10,5 milhões são considerados obesos, sendo que o excesso de peso tende a aumentar a partir dos 20 anos. 
Relatos da OMS (1995) mostram que a prevalência da obesidade na infância tem aumentado em torno de 10 a 40% na maioria dos países europeus nos últimos 10 anos. A obesidade ocorre mais frequentemente no primeiro ano de vida, entre 5 e 6 anos e na adolescência. No Brasil, já foram realizados estudos verificando o aumento da obesidade infantil. O Brasil está entre os países com rápida elevação do sobrepeso e obesidade, quando avaliada a partir do IMC, principalmente em crianças e adolescentes, mesmo em populações mais carentes (LEÃO et al., 2003). Quadro que já tem preocupado as autoridades médicas, pois esse aumento é evidente em todas as regiões do país (MONTEIRO; CONDE, 2000).

A obesidade está presente nas diferentes classes econômicas brasileiras principalmente nas classes mais altas, por influência da educação, da renda e da ocupação, resultando comportamentos específicos que afetam ingestão calórica e gasto energético (MELLO et al., 2004).

Diamond (1998), afirma que a obesidade infantil na América é uma epidemia silenciosa, uma vez que o reconhecimento clínico dos riscos da enfermidade, por parte dos médicos clínicos não é satisfatório, existindo uma dificuldade em quantificá-la e tratá-la eficazmente, além da inexistência de programas de prevenção. 

Segundo McArdle (1998, p. 576):
“Perturbador é que, para cerca de uma em cinco crianças e adolescentes norte-americanos, a obesidade é o distúrbio crônico mais comum. Nesta gama etária, a obesidade aumentou cerca de 45%, independentemente de raça e sexo”.

A obesidade é assunto de interesse universal, podendo ser considerada uma doença multifatorial e crônica, caracterizada pelo excesso de tecido adiposo acumulado no organismo.

É fator de risco para doenças graves, como diabetes, osteoartrite, doenças cardiovasculares, hipertensão, alguns tipos de câncer e problemas respiratórios. Podendo ser causa de sofrimento e depressão, que prejudicam a qualidade de vida e além de trazer sérios riscos para a pessoa é hoje um dos mais graves problemas de saúde pública do mundo.

Considerada uma epidemia mundial, o problema agrava-se quando surge na infância, pois geralmente persiste na fase adulta. Assim é fundamental que a prevenção da obesidade comece com limitação de ganho de peso durante a infância e adolescência, de modo a evitar a proliferação das células adiposas. 

Já os adultos, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde (2007) mostra que, 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). Em 2006, quando foi apresentada a primeira edição do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico (VIGITEL), 11,4% dos brasileiros eram obesos. Em 2008, esse índice subiu para 13%. 
Fonte: Portal da Educação
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