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Reposição Hormonal Engorda ou É Mito?

A chegada da menopausa pode ser identificada pelas frequentes ondas de calor, irritações, ressecamento vaginal, redução na libido, menstruação irregular, insônia, fadiga, dificuldade de concentração, alterações na pele e nos cabelos. São sinais de que a mulher passa do estágio reprodutivo para o não reprodutivo. Os sintomas começam a aparecer entre os 45 e 55 anos, e é um processo natural do corpo nesta etapa da vida. No entanto, o período é visto negativamente pela maioria das mulheres por causar muito desconforto, ainda que os efeitos variem de uma pessoa para outra.
Estes sintomas desagradáveis podem ser contornados com educação, mudanças no estilo de vida e, se necessário, com tratamento de reposição hormonal. A terapia tem a finalidade de aliviar os sintomas e não de cessar o processo da menopausa, regularizando as taxas de progesterona e estrogênio – hormônios que o corpo feminino diminui a produção nesta fase da vida. A alternativa ajuda ainda na prevenção da algumas doenças, como a osteoporose – resultantes da diminuição da produção hormonal -, além de reduzir a oleosidade dos cabelos e melhorar o tônus da pele.

A perda de cálcio, que causa a osteoporose, aparece nos primeiros cinco anos da menopausa e é uma doença muito grave, relacionada a fraturas de vértebras (coluna) e de bacia. O tratamento com hormônios ou com substitutos hormonais reduz a ocorrência de fraturas e deve ser iniciado logo no início da menopausa. Outro fator a considerar é o risco de infarto e derrames. Nestes casos, o tratamento também pode reduzir as mortes por doenças cardiovasculares, causadas pela deficiência de hormônios.

O método utilizado é geralmente através de dosagens relativamente baixas de estrógenos, por via oral ou transdérmica (adesivos sobre a pele ou gel), mas também pode ser feito com implantes hormonais, prática menos utilizado no nosso meio. O que causa pavor em muitas mulheres é o boato de que a reposição hormonal engorda. Será que isso é verdade mesmo?

Contraindicações

Mesmo com cerca de 80% das mulheres a partir dos 50 anos adeptas ao tratamento de reposição hormonal, ainda existem várias dúvidas que cercam este tipo de método. É verdade que em muitas situações o tratamento é contraindicado, como é o caso de mulheres com câncer de mama diagnosticado ou suspeito, gravidez suspeita ou confirmada, sangramento uterino no qual não foi identificada a causa, sensibilidade conhecida aos componentes da reposição hormonal e trombose aguda.

No entanto, existem alguns mitos sobre os efeitos desta terapia, e um deles é a afirmação de que a reposição hormonal engorda, um grande temor de boa parcela da população feminina.

A reposição hormonal engorda mesmo, ou não?

Em geral, nenhum estudo já desenvolvido atesta que a reposição hormonal engorda, porém sabe-se que um aumento na gordura corporal, especialmente ao redor do abdômen, pode ocorrer durante a menopausa em função das mudanças hormonais. A diminuição no tecido muscular e do nível de energia, que são resultantes da idade, podem também contribuir para o aumento de peso.

Portanto, não há conexão entre o ganho de peso e a reposição hormonal. Se a mulher já deu sinais de que tem tendência a engordar durante sua meia idade, então ganhará peso independente de optar pelo método ou não. Algumas mulheres podem ter alguns sintomas no início do tratamento, como inchaço e aumento da mama, o que pode ser mal interpretado como aumento de gordura corporal. Estes sintomas geralmente desaparecem, uma vez que as doses da terapia são ajustadas de acordo com o organismo de cada mulher. Vale lembrar ainda que, no geral, tanto homens quanto mulheres tendem a ganhar peso com o passar dos anos.

Alimentação, Exercícios e Considerações

Para combater este aumento de peso que se adquire com a idade, especialmente na menopausa, é recomendável combinar exercícios regulares a uma alimentação saudável.

Mesmo sustentando o mito de que a reposição hormonal engorda, entre outros, e também algumas verdades sobre sua atuação no organismo, ela ainda é a principal aliada da maioria das mulheres para combater os desconfortos e problemas que batem à porta no período de menopausa.
Os benefícios dessa terapia superam as chances de riscos no caso de mulheres saudáveis que apresentem sintomas como ondas de calor ou outros efeitos da menopausa, que perderam massa óssea e não puderam tolerar ou se beneficiar com outros tratamentos, que pararam de menstruar antes dos 40 anos ou então perderam a função natural dos ovários antes desta idade.
Já mulheres que sofrem de menopausa prematura, particularmente aquelas que tiveram que retirar seus ovários e não fizeram terapia com estrogênio até os 45 anos, possuem um alto risco de terem osteoporose, doença cardíaca coronária, sintomas de Parkinson, demência, ansiedade ou depressão, problemas sexuais e outros.

A menopausa precoce geralmente diminui o risco da maioria dos tipos de câncer de mama e câncer de ovário. Para mulheres que chegam à menopausa antes da idade normal, os benefícios da terapia hormonal geralmente superam os riscos.

Por isso, é recomendável que a reposição de hormônios aconteça com indicação médica e acompanhamento especializado. A idade, tipo e tempo de menopausa são dados que desempenham um papel significativo para se avaliar os riscos associados com o tratamento de reposição de hormônios. Não há consenso quanto ao tempo que deve ser mantida a terapia hormonal, algo também que deve ser decidido caso a caso. Fato é que o boato de que a reposição hormonal engorda é um mito; na verdade, o ganho de peso é uma consequência natural do passar dos anos e da chegada da menopausa. Veja o vídeo e entenda melhor sobre a reposição hormonal:



Fonte:  Mundo Boa Forma
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