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Esteatose Hepática - Gordura no Fígado

O acúmulo de gordura no fígado é uma doença hepática, também conhecida como esteatose hepática, que se caracteriza pelo excesso de gordura no interior das células do fígado, uma glândula situada do lado direito do abdômen por onde circula uma grande quantidade de sangue.

Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, que compõe cerca de 10% do seu peso. Quando o percentual de gordura excede esse valor, estamos diante de um fígado que está acumulando gordura. A doença é séria, pois o fígado exerce mais de 500 funções fundamentais para o nosso organismo. E o aumento de gordura dentro dos hepatócitos pode ocasionar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até mesmo câncer.

Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como perde a coloração vermelho-escuro e adquire um aspecto amarelado. O fator mais preocupante é que a esteatose hepática é uma condição muito comum, que se manifesta também na infância e atinge com mais frequência as mulheres. Para você ter ideia, a estimativa é de que 30% da população sofrem com o problema, e aproximadamente metade dos casos podem evoluir para formas mais graves da doença.Por isso, resolvi fazer este artigo com as causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da gordura no fígado. Não deixe de ler e compartilhar.

Causas da Esteatose Hepática

As esteatoses hepáticas podem ser classificadas em duas categorias, alcoólica e não alcoólica. Sobrepeso, diabetes, alimentação desregrada, perda brusca de peso, gravidez, hepatites virais, resistência à insulina, níveis elevados de colesterol, níveis elevados de estrogênio, cirurgias e sedentarismo são fatores de risco para o aparecimento da esteatose hepática gordurosa não alcoólica. Indícios mostram que a síndrome metabólica e a obesidade abdominal (gordura visceral) estão diretamente associadas ao excesso de células gordurosas no fígado.

Há ainda um número bem menor de casos em pessoas magras, que não ingerem bebidas alcoólicas, sem alterações de colesterol e glicemia, que desenvolvem casos de esteatose hepática gordurosa. Mas esses casos são menos frequentes, pois mais de 70% dos pacientes com esteatose são obesos. E atenção, quanto maior for o sobrepeso, maior o risco!

Gordura no Fígado é Perigoso?

Vamos começar esclarecendo que a esteotase hepática é uma doença benigna. No entanto, se a mesma não for tratada corretamente, pode resultar em condições mais graves a longo prazo. Em nosso fígado são armazenados os ácidos graxos e os triglicerídeos, que fazem com que este órgão vital para o nosso organismo fique doente. Ele “entra em colapso”, de forma que já não é capaz de realizar suas funções de metabolização e depuração de substâncias tóxicas com a mesma eficácia de antes.

Também é importante saber que, quando há um excesso de gordura no fígado, ele sofre pequenas feridas constantes, que tenta reparar. Aparecem algumas cicatrizes, pequenas lesões permanentes que são conhecidas como cirrose. Nos quadros leves de esteatose hepática, a doença é assintomática (não possui sintomas), com evolução lenta e gradual. Os sintomas aparecem quando a doença se complica. Inicialmente, as queixas mais comuns são de dor, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

Nos casos mais avançados de gordura no fígado, caracterizados por inflamação e fibrose que resultam em insuficiência hepática, os sintomas mais frequentes são acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal, confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos). Outros sintomas são a boca seca, dores abdominais na zona superior direita e sensação de indisposição após uma refeição rica em gorduras. Todos esses são sinais de que o seu fígado não está funcionando bem. Fique atento!

Diagnóstico da Gordura no Fígado

Por não possuir sintomas em sua fase inicial, a esteatose hepática é frequentemente descoberta através de ultrassonografia abdominal de rotina, ou na investigação de alteração de exames laboratoriais relativos ao fígado. O médico pode suspeitar de que há o excesso de gordura no fígado pela sua história clínica, através de exames físicos, com detecção do fígado aumentado, ou por aumento da sua circunferência abdominal.

Quando o ultrassom ou tomografia mostram esteatose hepática é preciso fazer exames complementares para avaliar se há ou não a presença de inflamação. Na ultrassonografia consegue-se ver bem a gordura, mas não é possível descartar ou confirmar a presença de inflamação no fígado, nem saber o grau da lesão causada pela doença. A confirmação do diagnóstico de esteatose é feito através da biopsia do fígado, com a retirada de uma amostra para estudo. Somente a biopsia irá revelar com exatidão se há ou não o acúmulo de gordura nas células hepáticas. Esse procedimento é feito apenas quando ainda existem dúvidas quanto à natureza do problema.

Como tratar Gordura no Fígado?

Não existe um tratamento específico para o fígado com excesso de gordura. Mas a boa notícia é que se trata de uma doença reversível! A maneira de tratar a esteatose é determinada de acordo com as causas da doença e segue basicamente três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. São mais raros os casos em que é necessário também utilizar medicação, mas o acompanhamento médico regular é fundamental.

Geralmente a medida mais eficaz para controlar a gordura no fígado é a perda de peso. Uma redução de 7% no peso corporal pode trazer bons resultados no combate à doença. Porém, é recomendado que a perda de peso seja de forma gradual, pois perdas muito rápidas podem agravar a esteatose.

Em relação às causas e tratamentos… Se a origem do excesso de gordura no fígado tem a ver com a obesidade e com uma alimentação ruim, o problema deve ser resolvido com mudanças dieta, que precisa ser pobre em gorduras e mais saudável e rica em fibras, aliada a um processo de perda de peso. Quando a estateose é causada pelo consumo excessivo de álcool, o tratamento envolve deixar de consumir esse tipo de bebidas.

Por último, se a gordura no fígado for motivada por outras doenças, como a diabetes, é preciso tratá-la corretamente para que não causem mais problemas colaterais no fígado. O mais importante é que seja realizado o tratamento correto da gordura no fígado, de acordo com a sua origem, para que a doença não evolua para um estado mais grave.

Algumas Recomendações

Algumas medidas são importantes para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter o quadro já instalado.
  1. Esteja atento às medidas da circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 88 cm nas mulheres e 102 cm nos homens;
  2. Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para sua altura e idade. Só tome cuidado com dietas restritivas que provocam emagrecimento muito rápido, pois elas podem piorar o quadro;
  3. Beba bebidas alcoólicas com moderação;
  4. Beba bastante água;
  5. Restrinja o consumo dos carboidratos refinados e das gorduras saturadas. Substitua esses alimentos por azeite de oliva, peixes, frutas, verduras e uma alimentação de verdade.
A presença em excesso de gordura no fígado é um risco para a nossa saúde que, se não for tratado adequadamente, pode gerar problemas mais graves. Tenha em mente todos os sintomas citados nesse artigo e consulte seu médico caso seja necessário.

Esperamos que você tenha notado também quanto é importante combater a gordura na barriga! Para isso, você vai precisar se alimentar com comida de verdade, cortar alimentos processados e açucarados, e também se exercitar. Juntamente com a alimentação de verdade, os chás termogênicos são ótimos aliados para secar barriga. 

Veja este vídeo para melhores entendimentos sobre a Esteatose Hepática:


Fonte: drjulianopimentel.com.br
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