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Doação de Medula Óssea - Veja Como Funciona!

Entender como funciona a doação de medula é o primeiro dos requisitos para doar medula óssea. Afinal, muita gente faz confusão e, pelo medo, acaba pensando que doar medula óssea é perigoso. Não é.

Ao longo deste post, nós esclareceremos as dúvidas que você possa ter, e você verá que trata-se de um procedimento seguro.

Mas você saberá ainda mais. Saberá como funciona o transplante de medula, tudo o que é necessário para uma pessoa ser doadora, como se cadastrar para ser doador e sobre bancos de medula óssea.
Reunimos diversas informações sobre como funciona a doação de medula óssea.

Onde fica a medula óssea?

Bem, a medula óssea se encontra no interior dos ossos. É um tecido gelatinoso, conhecido também como tutano, que é responsável pela produção de componentes do sangue. Esses componentes são: as plaquetas e os glóbulos vermelhos e brancos. Mas o que isso tem a ver com leucemia?

Câncer na medula óssea


A leucemia é um tipo de câncer na medula óssea, uma doença que faz com que a produção de glóbulos brancos fica em total descontrole e fazendo com que a criação de células normais seja reduzida pouco a pouco.

No caso, há um desequilíbrio ocasionado pela troca de células normais por células jovens anormais. Quando o organismo é acometido pela leucemia, o câncer na medula óssea, células sofrem mutação, prejudicando o funcionamento do sangue.

Esse processo resulta em anemia, infecções, hemorragias e pode levar a pessoa a óbito. Mesmo assim, é um câncer altamente curável, cujo tratamento varia pelo tipo de leucemia.

Como funciona o transplante de medula óssea




Além disso, também se poderia regenerar tecidos, aumentar a precisão de exames e cirurgias através de nanotubos. De fato, a nanotecnologia se mostra audaciosa para o bem, uma vez que pretende converter remédios líquidos utilizados contra a AIDS em uma espécie de pó finíssimo em partículas nanômetras. Assim, os ativos dos medicamentos seriam absorvidos no intestino, chegando à corrente sanguínea e a região afetada.
Como esclarece o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o transplante de medula óssea é indicado em alguns casos.

O transplante substitui uma medula óssea doente ou deficitária por outra saudável. São dois os tipos de transplante: autogênico (células do próprio transplantado) e alogênico (de outro indivíduo).

O transplante de medula óssea funciona como um tratamento possível para as seguintes doenças:
  • Anemia Aplástica
  • Leucemia
  • Mielodisplasia
E o que nós queremos com esse post? Fazer as pessoas compreenderem como funciona a doação de medula óssea e o porque se cadastrar como doador é importante.

Doar medula dói? O que há de perigoso em doar medula óssea?




A coragem, mas principalmente o conhecimento de como funciona a doação de medula óssea, podem salvar vidas.
Você não precisa ter medo de se cadastrar para ser doador de medula óssea. É preciso entender isso muito claramente. Muita gente confunde medula óssea e medula espinhal, e por isso fica com receio de doar.Só que são duas coisas bem diferentes.

Como já explicamos, a medula óssea fica no miolo dos ossos. Já a medula espinhal está localizada no miolo do canal vertebral e é responsável pela transmissão dos impulsos nervosos do cérebro para todo o corpo. Portanto, ninguém fica paraplégico por causa da coleta de medula óssea.

O que é necessário para uma pessoa ser doadora?




Veja o que é necessário para uma pessoa ser doadora de medula óssea
A doação de medula óssea, como funciona na medicina atualmente, necessita que o doador seja compatível com o receptor. Caso contrário, os glóbulos brancos recém-implantados atacam o hospedeiro, o que pode ser fatal. A maior taxa de compatibilidade é entre irmãos. A chance é de 25%, diz o Inca. E quando não há um doador compatível entre os familiares? O jeito é recorrer aos doadores voluntários de medula óssea.

No Brasil, a única maneira como se cadastrar para ser doador de medula óssea é fazendo parte do Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Isso pode ser feito em hemocentros espalhados por todo o país. Somente quem pode doar medula óssea são pessoas com idade entre 18 e 60 anos (para se cadastrar, até 55 anos) e com boa saúde.

Para entender como funciona a doação de medula óssea, é preciso saber que, no momento do cadastro, será recolhida uma amostra de sangue (de 5 a 10 ml), porque esse material será a primeira identificação para verificar a compatibilidade entre doador e receptor.

Quando há algum paciente compatível, quem pode doar medula é convidado a fazer outros exames (para evitar rejeições) e realizar a doação. Continue lendo este post que você verá o passo-a-passo de como funciona a doação de medula. O que é necessário para uma pessoa ser doadora de medula óssea está dentro desses requisitos. Porém, não basta apenas entender o que é necessário para uma pessoa ser doadora.

Com o interesse de saber como funciona a doação de medula óssea, exige-se também responsabilidade. E, portanto, deve-se manter as informações do cadastro atualizadas (se houver mudança de residência, telefone etc., é importantíssimo inserir as novas informações no registro).

Como é feita a doação de medula óssea: passo a passo

#1 - Decisão
Você tem de estar realmente decidido: "Eu quero fazer a doação de medula óssea". Ter firmeza de sua escolha é essencial para que seja feita doação com sucesso. Exige esforço e responsabilidade por parte do doador, que deve seguir algumas prescrições básicas.
#2 - Cadastro
Você deve se cadastrar em um hemocentro para fazer parte do Redome. No momento da doação é recolhido em média 5 a 10 ml de sangue, para que seja identificada a compatibilidade entre doador e receptor.
#3 - Espera
Após você se cadastrar, o que resta é esperar. Caso você seja compatível com quem vai receber a doação de medula óssea, o Redome entrará em contato com você para que haja uma nova coleta de sangue para confirmação de compatibilidade. Essa espera pode demorar meses ou até anos, porque depende justamente da compatibilidade entre doador e receptor.
#4 - Confirmação
Confirmada a compatibilidade, você será chamado para novos exames, físicos e testes no laboratório, a fim de garantir a segurança do receptor, evitando transmissões de doenças e, claro, a sua segurança. O médico vai informar qual a melhor forma de coleta de medula óssea.
#5 - Retirada
Você se dirigirá ao hemocentro mais próximo — o Sistema Único de Saúde (SUS) cobre o deslocamento. Você será internado e o procedimento ocorrerá em centro cirúrgico. Será retirado um volume de medula óssea de 15%, no máximo, de você. O seu organismo irá se recompor em duas semanas. O seu sacrifício será temporário, mas a vida de quem receberá sua doação será prolongada.

Lei Pietro: incentivando as pessoas a conhecer como funciona a doação de medula

Em 2009, foi sancionada a Lei Pietro (nº 11.930), que introduziu no calendário oficial a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea (de 14 a 21 de dezembro). É uma oportunidade para que cerca de 98% da população brasileira reflita um pouco mais sobre a importância de se cadastrar no Redome. Isso porque somente 3,3 milhões de brasileiros se registrou no banco para doação de medula óssea. Isso representa 1,6% da população.

No ano de sua criação, o Brasil possuía pouco mais de um milhão de doadores voluntários cadastrados no Redome. É o que diz a Fundação do Câncer (gerente administrativa e financeira do banco de dados). Em seis anos, esse número aumentou em cerca de 140%.

Atualmente, o registro brasileiro é o terceiro maior banco de dados de doadores voluntários de medula óssea do mundo. Está atrás apenas dos Estados Unidos da América, que têm quase sete milhões de doadores de medula óssea, e da Alemanha, com quase cinco milhões de doadores.

Tempos depois da criação da Lei Pietro, o Brasil entrou na lista do Bone Marrow Donors Worldwide (BNDW), banco de dados com informações de doadores de medula óssea de diversos países. Essa adesão permite que o Brasil busque doadores compatíveis em bancos internacionais, e vice-versa. Além dessa parceria, o Inca, que detém a gestão técnica do Redome, e a Fundação do Câncer ajustaram convênio com o National Marrow Donor Program (NMDP), dos Estados Unidos. Legal, não é?

No mesmo período, por meio do Redome, elevou o número de transplantes entre não aparentados: de 75 (em 2009) para 192 (em 2014). Aumentou também o número de transplantes feitos com tecidos oriundos de bancos de medula óssea internacionais.

Em 2009, o número de procedimentos foi de 46. Em 2014, foram 74 transplantes (dados incluem as três fontes de células: da medula óssea, do sangue periférico e do cordão umbilical).
Já de janeiro a junho de 2015, diz a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), foram realizados 907 transplantes de medula óssea no Brasil. Vale lembrar que o Redome surgiu em 1993.

Entenda melhor como funciona a doação de medula óssea com estes dados

  • Não precisa ter medo, pois trata-se de medula óssea, e não de medula espinhal (ninguém fica paraplégico);
  • O Redome é o terceiro maior cadastro do mundo (3,5 milhões);
  • A chance de encontrar doador compatível é de uma em cem mil;
  • Segundo a ABTO, foram 907 transplantes de medula óssea no Brasil de janeiro a junho;
  • A leucemia é o tipo de câncer mais comum na infância (33%), conforme o Grupo de Apoio ao Adolescente e s criança com Câncer (GRAACC);
  • Até o final deste ano, o Ministério da Saúde pretende ampliar o número de leitos (de 88 para 250).
Acompanhe neste vídeo todo o processo de transplante de medula:


Fonte: lbv.org
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